Ex-BBB: indígena acreano inocentado por estupro e nomeado para cargo federal sofre injustiça na WEB

O perfil “@choqueiparente” no Instragram, que se apresenta como “principal fonte de notícias e entretenimento do mundo indígena”, tentou, em vão, derrubar a nomeação do criador de conteúdo digital Wanderson Brito para importante cargo na Secretaria Especial dos Povos Indígenas do Ministério da Saúde. A nomeação tem o aval do presidente Luís Inácio Lula da Silva.

O @choqueiparente repercutiu uma denúncia feita em 2019 contra o rapaz, por suposto estupro e agressão física, mas omitiu o fato de o rapaz já ter sido declarado inocente das acusações, em sentença judicial transitada em julgado. Naquele ano, Brito foi banido do reality global Big Brother Brasil e enfrentou ataques diversos quando era apenas investigado.

O perfil questionou, ainda, a “indicação política” para a chefia de gabinete na Sesai, num tom de suposto ciúmes.

A esposa de Wanderson, a jornalista Thais Nascimento, reagiu bastante inconformada ao post, lembrando que o marido não deve nada á justiça e a acusação de cunho sexual e de violência doméstica não prosperaram (veja ao lado).

Em seguida, o @choqueiparente restringiu sua conta a um perfil privado, mas manteve a postagem para 12.5 mil seguidores.

Abaixo, a nota de repúdio publicada por Wanderson em sua conta no facebook.

Eu, Vanderson Gomes de Brito – cujo sobrenome Huni Kui não foi acrescentado em razão da burocracia e desconhecimento do sistema sobre os direitos indígenas – sou do povo Huni Kui, maior população indígena do estado do Acre.
Venho por meio desta nota, repudiar com veemência o post feito pela página @choqueiparente que desconhece todo o imbróglio ao qual eu fui imputado em 2019, desconhecendo a realidade dos fatos, inclusive da minha inocência.
Fui convidado para assumir um cargo na Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), não por indicação política, mas pelo fruto de um trabalho realizado com zelo durante dois anos à frente da gestão estadual de saúde indígena, no Acre, e, por ser indígena.
É triste perceber que ainda nos dias de hoje, o Acre não seja reconhecido como território indígena pelos próprios indígenas, ou ter a bandeira reconhecida apenas quando levantada por uma parcela pequena de nomes.
Nós, povos originários, somos muitos e temos uma voz que ecoa além da eternidade. Nossos ancestrais nos protegem e mostram a verdade, que é pautada pela ancestralidade.
Vanderson Brito Huni Kui

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