Carro popular: descontos passam a valer para locadoras e estoques devem sumir

Nesta terça-feira (20) encerra-se a primeira parte do programa do governo de incentivo à venda de veículos de até R$ 120 mil, que foi destinada apenas a pessoas físicas. Pelas regras, a partir de amanhã (21) pessoas jurídicas também poderão comprar carros com desconto, o que inclui um público com grande apetite: as locadoras. Se, conforme divulgado, 64% dos recursos disponíveis foram consumidos em 15 dias pelo varejo, é provável que o restante acabe bem antes disso.

De acordo com Paulo Miguel Júnior, conselheiro da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), desde que o programa foi ventilado na imprensa, em maio, as locadoras suspenderam suas compras de veículos de até R$ 120 mil para aguardar pelos descontos. Levando em consideração que as empresas de locação compram em torno de 40 mil carros por mês, agora estão preparadas para repor a demanda represada nesse período e fazer suas aquisições de junho.

“Inicialmente, a gente tinha informação de que não havia diferença para pessoa física e jurídica, mas foi uma imposição do presidente. Ainda assim, acreditamos que vai sobrar crédito para a pessoa jurídica, com base no nosso acompanhamento dos emplacamentos do mês”, explica o conselheiro da entidade.

Segundo Paulo Miguel Júnior, é provável que as empresas foquem em modelos de entrada, pois se encaixam melhor na frota pré-existente. Ele também revela que há uma expectativa de descontos ainda maiores para esse público. “Ainda não temos uma tabela ou preço sugerido desses carros para locadoras. Também não sabemos se haverá mais descontos, mas há expectativa, porque são compras de volume. Sempre há uma diferença quando se compra no atacado”, avalia. Um “mal” necessário Milad Kalume, da Jato Dynamics, consultoria especializada no mercado automotivo, explica que a relação da indústria com as locadoras tem dois pontos. Se, por um lado, elas são excelentes clientes em momentos difíceis, elas salvam o negócio”, diz o especialista, que também reforça que o subsídio de R$ 500 milhões, que já era pequeno para o mercado, deve acabar assim que esse público tiver acesso a ele. Exclusividade para pessoa física pode ser prorrogada.

Do Uol

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