MDB vai mesmo de Marcus Alexandre; Bocalom ficará sozinho no PP; Ulisses tentará a sorte e Marfisa será vice de Alysson Bestene

O engenheiro Marcus Alexandre estaria confirmado no MDB, faltando apenas a data para o anúncio de filiação. O ex-prefeito da capital tem viagem agendada para Brasília, onde encontrará o presidente nacional da legenda. A costura foi feita com sucesso pelo dirigente máximo no Acre, o ex-deputado federal Flaviano Melo.

Petecão no governo

Sérgio Petecão soube da notícia nesta manhã. Sem perspectiva de ter Marcus no PSD, o senador já viabiliza a esposa, a vice-prefeita de Rio Branco, na chapa com Alysson Bestene. O apoio do grupo do senador ao candidato do governador Gladson Cameli só será concretizado se Marfisa Galvão foi aceita como vice. Isto, aliás, não é problema. Marfisa e Cameli já se acertaram, e Alysson externou seu desejo de tê-la como vice. A resposta de Marfisa foi um “bora”, quando se encontraram no gabinete do presidente da Aleac, Luiz Gonzaga, dias atrás.

Bocalom sozinho

O prefeito Tião Bocalom (PP) faz telefonemas todos os dias para o presidente nacional do Progressistas. Como mandatário, Bocalom teria preferência, independente do desenrolar das convenções. Mas sua intransigência é um problema para ele próprio, que acumula rejeição terrível dentro do partido. O prefeito deve ficar sozinho no PP-Acre e a cacicada progressista, orientada pelo Palácio do Governo, não fará confusão com o gestor do município. A debandada deve começar pelo secretário de Governo, Alysson Bestene, o queridinho do governador para disputar o pleito do ano que vem. Alysson, aliás, se filiaria ao PSDB de Gonzaga, para ser aclamado candidato a prefeito sem ninguém para questioná-lo. Depois sairão do PP todos deputados, e uma penca de diretores, comissionados do governo e outros figurões. O PP será esvaziado. Um interlocutor disse há pouco que Bocalom tem outros planos em mente. Ele ficaria no partido até perceber que não terá apoio de ninguém ali dentro. Seu plano B seria correr para o pouco expressivo Podemos, do prefeito de Sena, Mazinho Serafim, e dos deputados estaduais André Valle e Fagner Calegário.

O deputado federal Ulisses Araújo tentará vencer. Sua candidatura será “abençoada” pelo senador Márcio Bittar, que é tido como aliado de Bocalom mas a repartições desse apoio não se configurou como o esperado: a nomeação dos indicados pelo senador na gestão municipal.

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