Evangélicos em pé de guerra: o bastidor da expulsão de pastor do palco em evento gospel na Expoacre

O governador Gladson Cameli e sua vice-Mailza Gomes tentam acalmar ânimos inflados nos gabinetes, e burburinhos sem fronteiras gerados a partir de uma confusão com fartas testemunhas no palco do show gospel, na última terça-feira, na Expoacre. Ali estava um dos diretores da Secretaria de Governo, o pastor Jemil Júnior, surpreendido por uma ordem que seria superior para que ele deixasse o ambiente. O secretário desceu as escadas escoltado por seguranças.

A determinação teria partido do assessor der primeira hora da vice-governadora, Renan Biths.

As razões? Uma guerra surda por espaço de poder, que explico abaixo:

Biths, que foi suplente da então senadora Mailza, representa a Liga dos Pastores Acreanos, fundada por articulação de um grupo muito intimamente ligado à vice-governadora.

Jemil, suplente do senador Alan Rick e com prestígio inabalável junto ao pastor Agostinho Gonçalves (Presidente da Igreja Batista do Bosque), compõe a Associação dos Ministros Evangélicos do Acre (Ameacre), muito influente nos governos do PT, que inclusive o indicou para ser secretário de Saúde na gestão Tião Viana.

Ambos os grupos guerreiam entre si, mas de forma discreta, e apostam na improvável queda do governador e uma virtual ascensão de Mailza à Governadoria do Acre. Se, por um lado, Biths como homem forte de Mailza atende a uns, do outro lado a indicação de Jemil contempla outros. E assim, pensava-se, os “homens de Deus” seriam aliados fiéis, na teoria. Na prática, agem como facções.

Quem viu o episódio da Expoacre diz que Jemil Júnior foi expulso do palco. E ele saiu dali sem entender nada.

Gladson, que não quer confusão com ninguém, manteve-se na dele.

Já Mailza se sentiu desconfortável, chamou o amigo e assessor para questioná-lo. A informação dada à vice-governadora não convenceu: a de que a coordenação do evento teria dito que Jemil faria a apresentação dos artistas e poderia transformar o palco num espécie de comício em favor do senador Alan Rick. Os coordenadores do show negaram.

A vice, então, esclareceu que não estava de acordo com o que aconteceu, que aquilo foi desnecessário, pois estaria desgastando a sua relação institucional com o senador Alan Rick.

A lição que se tira desse episódio: ambos os grupos apostam numa improvável queda do governador e uma virtual ascensão de Mailza à Governadoria do Acre.

Deus tá vendo !!

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