Médico diz o que viu e sentiu ao atender 10 jovens feridos à bala na madrugada do Dia dos Pais

O relato abaixo é do cirurgião Pablo Ruan, plantonista com a responsabilidade de salvar a vida de 10 jovens feridos num baile funk no Parque das Acácias, nesta madrugada.

Pablo, que também é professor universitário, decidiu escrever sobre o que viu e sentiu num dos plantões mais difíceis de sua carreira. Leia:

Começamos o dia dos pais atuando como

Receber 10 jovens baleados numa sala de trauma pequena, não foi fácil. Mas digo jovens mesmo, com 14, 16, 18 anos.
Um pedindo pra eu fazer uma oração com ele enquanto eu passava um dreno no tórax dele mesmo.
A outra não sabia o que realmente estava acontecendo, mas tinha um projétil alojado no cérebro enquanto eu explicava pra ela que precisava fazer ela dormir um pouco (sem assusta-la pois me preparava pra intubar).
Meio que viramos pais deles ali naquele momento. Todos muito abalados e mostrando suas fragilidades ao pedirem
“não deixa eu morrer”.
Ainda bem que esses jovens que chegaram até nós puderam encontrar outros jovens que estavam prontos para cuidar deles da melhor forma dentro de um cenário que não é ideal, afinal nenhum médico se prepara pra uma chacina numa madrugada dos pais.
Tenho muito orgulho da minha profissão, da minha equipe e de saber que mesmo com pouco conseguimos sempre fazer muito.
E antes que alguém pense algo sobre quem são esse jovens, nós médicos não estamos aqui pra fazer juízo de valor.
Viva a medicina, viva o SUS.
Que esses jovens encontrem caminhos melhores pela frente!
Feliz dia dos pais!

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