“Meu acordo com Gladson é cuidar das pessoas”, diz Michelle Melo, que revela queixa generalizada da base com a Segov

A deputada Michelle Melo conversou há pouco com o jornalista Assem Neto, a quem fez uma explanação sobre seu comportamento crítico, de cobrança ao governo, mesmo na função de líder do governador na Assembléia Legislativa.

Aceitou comentar sua presença num evento com centenas de pessoas que prestigiaram o ex-prefeito Marcus Alexandre, pré-candidato do MDB à Prefeitura de Rio Branco, e manteve a linha do que chamou “autenticidade e coerência” ao relatar que a Articulação do Governo do Acre precisa urgentemente ouvir os parlamentares que compõem a base aliada. Ele reafirma haver uma queixa generalizada dos 20 parlamentares. Leia abaixo:

Oseringal – Por que a senhora foi ao evento do Marcus Alexandre neste sábado?

Michelle Melo – Recebi convite do MDB e do Marcus. Fui, como iria a qualquer outro. Não fui no lançamento da pré-candidatura do Jarude (Novo) por incompatibilidade de agenda. Isto é democracia.

Oseringal – Há conversas sobre uma possível aliança com o MDB? 

Michelle Melo – Isso perpassa pelo meu partido. Não será decisão minha. Preciso ser coerente e ética nesse aspecto, e serei. Coloquei, sim, minha vontade de ser pré-candidata a prefeita, por não haver nenhum mulher concorrendo. A Executiva do PDT não tem resposta ainda sobre isso. Não há conversa sobre outras alianças. Sou base do governo e tento honrar a missão de representá-lo na Aleac.

Oseringal – A senhora pensaria se fosse convidada a ser vice de Marcus Alexanrdre?

Michelle Melo– Não houve convite. Se há alguma intenção, isso deve ser comunicado ao PDT. Depende muito das articulações que o MDB está fazendo. Te digo que não fui sondada sobre isso.

Oseringal- O entorno do Palácio vê certa “indisciplina” quando a senhora age criticamente e, de certa forma, constrange a governança…

Michelle Melo – Quando me convidaram para ser líder do governo, eles sabiam da minha autenticidade. As críticas que faço são para cuidar das pessoas. O governador tem um acordo comigo e ele sabe de minha postura. Se alguém vê como ato de indisciplina não posso fazer nada. Não passo a mão nem na cabeça dos meus filhos. Existem princípios e valores que são inegociáveis. Eu tenho feito o meu trabalho, dentro do meu perfil. Se o governador achar que o meu perfil não é aquele que atende, então ele tem que se manifestar sobre o compromisso entre mim e ele. Eu tenho o compromisso com o governador de cuidar das pessoas, de ajudá-lo a cuidar da nossa gente. Precisamos ser bem verdadeiros.

Oseringal – Quando um aliado se vê na obrigação de cobrar publicamente é por que tá faltando diálogo?

Michelle Melo – Os 20 deputados que ali estão são um PIB eleitoral muito grande e isso precisa ser considerado. Falei com Alysson (secretário de Governo) há menos de uma semana. Deixei claro da necessidade de estreitarmos o dialogo. Nós precisamos ser ouvidos. Apontar erros e propor soluções é o mínimo que um parlamentar deve fazer. Se isso é visto como indisciplina, aí é outra coisa. Alysson disse que voltaríamos a conversar após a Expojuruá. Na minha fala, na Aleac, reiterei que precisamos urgentemente estreitar o diálogo. Isso não é uma queixa pessoal. É uma reclamação de toda a base, de todos os deputados que formam a base de apoio ao governo.

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