Editorial: sobre a “palhaçada” do Bocalom e como ele seria recebido nas periferias da capital

Por Assem Neto

Ao chamar de “palhaçada” a manifestação pacífica por direitos negados ao povo, o prefeito de Rio Branco também trata como palhaços crianças, idosos e demais cidadãos a quem ele implorou apoio nas urnas.

É um homem ingrato, sem jamais ter deixado de ser turrão, autoritário, arrogante, embrutecido no casulo de sua própria intolerância.

São “palhaços”, na visão do prefeito, os mesmos que tiveram seus tímpanos entupidos de falácias e promessas mirabolantes na campanha. E já que a palavra de momento é “dignidade”, é bom lembrar que ramais, água, esgoto, iluminação pública, asfalto, calçamento de ruas, saneamento….tudo isso direito do povo e obrigação do município.

São “palhaços” os mesmos que, na esperança de dias melhores, deram a Bocalom a confiança outorgada pelo voto.

É palhaçada cobrar o que é de interesse público e coletivo??

Ou o palhaço é o próprio dono do circo?

O prefeito da capital usurpou o que conhecemos como verdade e agiu desonesto, pelos motivos mais evidentes: aproveitou-se da boa vontade de famílias humildes, no desespero, na sua última cartada para encerrar uma carreira política cheia de derrotas até aquela campanha de 2020. Rio Branco não é a Acrelândia de 20 anos atrás.

Valeu-se o vitimismo, após chorar copiosamente, num lamento sem causa, para justificar derrotas sucessivas e o fracasso de suas idéias arcaicas – apontando, sem provas, um suposto erro do sistema eleitoral. Se deu uma importância que não tem – prova disso são os resultados de sua gestão atabalhoada, desprestigiada, desacreditada, sombria, nefasta;

Apossou-se da rejeição ao PT e surfou no fanatismo bolsonarista para mentir. E mentiu descaradamente; Não mediu a incapacidade do grupo que planejava nomear, uma turma analfabeta em gestão pública.

Me intriga essa propaganda toda, afirmando haver “trabalho e austeridade” no município, quando vemos, de fato, um projeto fracassado, lesivo ao erário, sem resultados.

Me incomoda ter que, um dia – e espero que não – divulgar a ocorrência policial na qual o prefeito de uma capital brasileira foi apedrejado, açoitado, agredido, ao visitar uma ou outra comunidade.

O sumiço do gestor público nas vielas e guetos da capital se explica: o medo de apanhar e a ciência de que seria muita cara de pau ele voltar aos domicílio onde despejou hipocrisia há quase 3 anos.

Bocalom sequer teve a decência de voltar para agradecer o voto.

O governo Bocalom é uma vergonha, equiparada à pior das administrações: a de Mauri Sérgio.

Cale-me, senhor prefeito. Prove a aprovação que o senhor diz ter entre os cidadãos. Visite-os, e saia de lá ileso, o que eu duvido….

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