quarta-feira, abril 24, 2024
InícioPolíticaNa mira da PF, militares se blindam e empurram culpa do golpe...

Na mira da PF, militares se blindam e empurram culpa do golpe para Bolsonaro

Publicado em

Do G1

Em meio ao avanço das investigações, militares tentam blindar e minimizar participação de colegas na confecção do roteiro do golpe e se dizem preocupados com as conclusões às quais a Polícia Federal chegou em relação aos fardados na operação Tempus Veritatis, que apura uma tentativa de golpe pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.

Segundo oficiais ouvidos pelo blog, haveria “excessivo poder” de influência atribuído a militares de baixa patente e sem contingente para mobilizar. É o caso, por exemplo, do general Estevam Theophilo, comandante do Comando de Operações Especiais Terrestres (Coter), que teria sinalizado adesão aos planos de Bolsonaro.

De acordo com o Exército, o Coter fica em Goiânia, não tem nenhuma tropa subordinada a ele e fica vinculado ao Comando Militar do Planalto, ou seja, não poderia tomar qualquer atitude sem a anuência do comandante do Exército. Oficiais ouvidos pelo blog destacam ainda se tratar de um grupo de planejamento, sem capacidade de atuação, embora o general integrasse o Alto Comando da Força.

Outra crítica feita é em relação ao papel atribuído aos militares que trocaram mensagens com o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. É o caso do coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, o coronel Bernardo Romão Correa Neto e outros. A alegação é de que se trata de militares de baixa patente e cujos raios de influência não ultrapassariam seus círculos de amizades pessoais. Eles aparecem perguntando Cid se já haviam encontrado indícios de fraudes nas urnas e municiando o núcleo golpista com informações falsas.

A estratégia é tratar esses militares como espécie de coadjuvantes do roteiro do golpe – o que a PF rechaça, baseada nas investigações, além de repetir que militares que comparecer a encontros com Bolsonaro atenderam a chamados do chefe do Executivo. Problema- eram chamados para discutir atos ilegais- o que, obviamente, não está previsto na Constituição.

Copiar

Últimas Notícias

Vídeo do deboche em Paris: operação contra jogos de azar apreende bens e bloqueia contas de mais 4 influencer´s do Acre

A influencer acreana Gleyna Natasha Silva debochou, debochou....até que foi acordada pela polícia, na...

Serviço Social do Hospital do Idoso proporciona reencontro de paciente separado da família há 30 anos

Morador de Acrelândia, interior do Acre, Gilberto Lima, de 76 anos, reencontrou a família,...

Deputada bolsonarista mandou e hacker executou invasão ao sistema do CNJ, diz PGR

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou a deputada federal Carla Zambeli (PL-SP) e...

Candidato a pai aos 60 anos, senador Márcio Bittar brinda reencontro com filho psicólogo após 3 décadas

Impossível negar a semelhança entre Pedro Márcio Almeida Bittar e o pai, o senador...

Moraes dá cinco dias para o X explicar lives de contas bloqueadas pela Justiça

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o X (antigo...

Você não pode copiar o conteúdo desta página