Abandono e vandalismo: história e memória desrespeitadas pelo descaso do poder público em Sena Madureira

O prédio onde em um passado não muito distante funcionou a escola modelo mais buscada pela elite acreana hoje não passa de um casarão abandonado, com aparência de mal assombrado, bem no centro da cidade de Sena Madureira, distante 144 quilômetros da capital Rio Branco.

Apesar de abandonado há mais de uma década, o Instituto Santa Juliana se mantém firme sem aparência de ruínas nas partes de edificações. Já as paredes externas, janelas, portas, forro e telhado estão danificados pela ação do tempo e o vandalismo (vídeo abaixo)

As janelas de vidro, montadas e trazidas da Europa pela organização católica Irmãs Servas de Maria Reparadoras, quando da construção do prédio, se encontram, todas, estilhaçadas.

A cobertura perdeu boa parte de suas telhas. Também foram trazidas de fora pelas irmãs católicas durante a obra e, agora, a parte de madeira se encontra exposta ao Sol e chuva em processo acelerado de deterioração.

A tinta das paredes, que quando em vida o padre Paulino Maria Baldassari fazia questão de renovar a cada dois anos, sempre na cor original de fundação, agora tem tom envelhecido.

O pátio externo, que poderia estar sendo zelado pela prefeitura local, já que o prédio hoje é tombado como patrimônio histórico da cidade, virou um matagal depois que o pároco morreu e não teve mais ninguém para cobrar das autoridades atenção para com o espaço.

” É difícil de acreditar que um prédio histórico desse, onde estudaram tantas pessoas importantes desse Estado, tenha esteja nessa situação”, lamentou a funcionária pública federal residente no Rio de Janeiro, Rosângela Ebrahim, ex-aluna do colégio.

O instituto Santa Juliana foi construído pelas Irmãs católicas Servas de Maria Reparadoras no século passado quando todo material para uma obra com concreto armado no Acre tinha que ser trazido de fora.

Ele foi inaugurado em Setembro de 1922, e funcionava em regime de internato para filhas de famílias nobres acreanas que almejavam um ensino educacional padrão para o que era aplicado na Europa naquela época.

Adolescentes de todas as cidades do Acre disputavam uma vaga para ingresso no colégio, mais famoso do Acre devido às regras disciplinares aplicadas pelas religiosas, associadas à qualidade do aprendizagem desenvolvido por elas

Somente após a igreja católica repassar a gestão do Instituto Santa Juliana ao Estado para implantação do ensino público foi que o colégio teve as portas abertas para a frequência de rapazes, também em busca de ensino de qualidade.

Em meados de 2014, quando a estrutura apresentou sinais de necessidade de uma reforma, orçamentada em R$ 6 milhões de reais, o governador na época, Tião Viana, achou melhor construí um espaço anexo ao prédio antigo para redução de custo e lacrou o prédio principal.

Bem ao lado, o antigo museu da cidade é outro retrato do pouco caso do poder público com a memória da própria cidade, onde ocorreu, também, importantes da história do Estado do Acre.

A exemplo do prédio do Instituto Santa Juliana, o museu, localizado no mesmo terreno, está em ruínas.

 

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