Monomotor que caiu no Rio Tarauacá tinha licença negada para taxi aéreo e não podia transportar passageiros

O monomotor que fez pouso forçado no Rio Tarauacá, nesta segunda-feira, não poderia transportar mais de duas pessoas, incluindo o piloto. Havia três na aeronave e uma quantidade de carga ainda não revelada. Também não está autorizado a operar durante o dia.

O Cesna foi fabricado em 1958, tem restrição para operar como taxi aéreo (transporte de pessoas em curta distância) e não possui Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), documento obrigatório emitido por autarquias federais.

O avião está classificado como tipo planador, para treinamento, sendo vetado para passageiros comuns, e pertence à ZZO Administradora e Corretora de Seguros Ltda. empresa com sede na cidade de Lins (SP). O operador da aeronave é a empresa SMART WORK ASSESSORIA, que tem sua sede no Rio de Janeiro e foco principal de atuação em Holdings de instituições não financeiras.

O acidente reacende o alerta sobre vôos clandestino por aviões de pequeno porte no Acre. Em 19 de março desse ano, o Cessna Skylane 182 caiu após decolar de Manoel Urbano, interior do Acre. Três pessoas morreram.

O Skylane Tinha capacidade para transportar no máximo quatro pessoas, mas levava seis passageiros mais o piloto. Também não tinha autorização para atuar como táxi aéreo. O Cenipa diz que investiga, mas não tem dado retorno à imprensa local. 

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