Cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, descobriram uma molécula que desempenha papel fundamental na regeneração intestinal e na supressão de tumores no órgão.
Publicada em novembro na revista Nature, uma das mais prestigiadas do meio científico, a descoberta foi considerada um passo importante na busca por novos tratamentos contra a doença inflamatória intestinal (DII), caracterizada por inflamações crônicas em várias partes do trato gastrointestinal.
A molécula foi encontrada quando os cientistas vasculhavam bancos de dados de sequências de RNA baseadas em modelos de danos intestinais. Os pesquisadores batizaram a molécula de receptor X do fígado (LXR).
A maioria dos tratamentos atuais para a doença inflamatória intestinal não funciona para todos os pacientes. Além disso, ao tratar a condição, estimulando o crescimento do tecido intestinal, há o risco de impulsionar o crescimento de células cancerígenas.
“É virtualmente impossível promover a regeneração de tecidos sem o risco de induzir o crescimento do tumor, pois as células cancerígenas podem sequestrar os processos naturais de cura do corpo e começar a crescer descontroladamente”, explicou o biólogo de células-tronco do Srustidhar Das, em comunicado à imprensa.
Ao analisar a molécula LXR, os pesquisadores descobriram que ela consegue promover a regeneração dos tecidos ao mesmo tempo que suprime as células cancerígenas.
A LXR age como um interruptor biológico, “ligando” a produção da molécula anfiregulina, que estimula o crescimento de novas células intestinais. Quando confrontado com o câncer, no entanto, ela auxilia o sistema imunológico a limitar o crescimento do tumor.
“Identificamos uma molécula que pode ajudar o intestino a se curar após danos, ao mesmo tempo em que suprime o crescimento do tumor no câncer colorretal”, destacou Das.
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Fonte: Metrópoles


















