Exercitar-se é uma maneira conhecida e aceita de evitar a depressão e os transtornos de humor. Cientistas da Espanha inovaram ao apontar o número diário de passos que mantêm as pessoas longe da tristeza e do desânimo.
De acordo com pesquisa publicada na plataforma JAMA Network Open nesta segunda-feira (16/12), pessoas que caminham ao menos 7 mil passos por dia reduzem o risco de depressão em 31% – os benefícios da caminhada para a saúde mental se tornam consistentes mais ou menos nesse patamar.
Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Castilla-La Mancha, na Espanha, o trabalho partiu de ume revisão de 33 estudos sobre o tema que envolveram cerca de 100 mil participantes.
“Nossos resultados mostraram associações significativas entre um maior número de passos diários e menos sintomas depressivos, bem como menor prevalência e risco de depressão na população adulta em geral”, escreveram os autores da pesquisa.
De acordo com os pesquisadores, por ser uma atividade de fácil adesão e que não exige grande condicionamento físico, a caminhada deveria ser incentivada como medida de saúde pública.
Em entrevista ao The Sun, o pesquisador Brendon Stubbs, do Kings College, do Reino Unido, ponderou que apesar de a associação entre o maior número de passos dados e a diminuição do risco de depressão ser consistente é necessário avançar com estudos randomizados de maior duração, uma vez que os trabalhos analisados se concentraram em recortes do tempo presente.
“Embora exista uma associação clara entre maiores contagens de passos e menores sintomas de depressão, não podemos dizer definitivamente que caminhar mais reduz a depressão, pois a maioria dos estudos analisou apenas um ponto no tempo”, disse.
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Fonte: Metrópoles
















