O Conselho Nacional do Ministério Público decidiu prorrogar o afastamento das funções do promotor de Justiça Tales Tranin. Ele já estava fora das funções desde 20 de agosto do ano passado. A pedido do Procurador Geral de Justiça, Danilo Lovisaro, o Tribunal de Justiça do Acre autorizou em setembro passado uma investigação contra o promotor, que mesmo assim continua recebendo seu salário mensalmente.
Tranin, que era titular da Vara de Execuções Penais, teria se relacionado sexualmente com pelo menos 20 detentos monitorados. O relatório da investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) monitorou a chegada e saída dos presos na casa do promotor, em Rio Branco. Fotos e vídeos servem como provas.
A investigação contra Tranin começou a partir de um boletim de ocorrência registrado em fevereiro de 2023, que associava o carro de Tranin a uma tentativa de roubo na Rua Rio de Janeiro. Em uma coletiva de imprensa, o advogado do promotor, Erick Venâncio, afirmou que se trata de um mal entendido.
O processo corre em segredo de justiça.
Tales Tranin já prestou depoimento no Conselho Nacional do Ministério Público do Acre.
Há duas possíveis decisões finais: ou o promotor é demitido ou será reconduzido ao cargo. A possível aposentadoria dele é considerada também.