Chuvas na Argentina podem ser frequentes com aquecimento global, diz estudo

As fortes chuvas que levaram a inundações catastróficas na região central da Argentina e mataram 16 pessoas neste mês foram parcialmente alimentadas pela mudança climática e podem se tornar mais frequentes em um mundo mais quente, afirmou uma equipe de cientistas internacionais nesta quinta-feira (27).

Uma análise da Atribuição Climática Global (World Weather Attribution) constatou que o calor extremo na região que antecedeu as enchentes, causou uma massa de ar mais quente e úmida.

Essa massa se chocou com uma frente fria da região patagônica da Argentina, causando as chuvas torrenciais em Bahia Blanca, cidade portuária a cerca de 550 km ao sul de Buenos Aires.

“Os indicadores de calor e umidade (que levaram às enchentes) teriam sido praticamente impossíveis sem a mudança climática”, declarou Juan Rivera, um dos autores do relatório e cientista do Instituto Argentino de Pesquisa da Neve, Glaciologia e Ciências Ambientais (Ianigla), em uma coletiva de imprensa na quarta-feira (26).

Rivera afirmou que vários dias com temperaturas superiores a 40 °C no norte e centro da Argentina, incluindo uma onda de calor úmido imediatamente antes das chuvas, combinada com o aumento da umidade da Amazônia, levou a um acúmulo de umidade que despejou 300 mm de chuva sobre Bahia Blanca em pouco mais de seis horas.

“Essas inundações não têm precedentes nas estações do serviço meteorológico nacional”, acrescentou o cientista, observando que a frente fria permaneceu sobre a área por várias horas antes de seguir em frente.

O estudo informou que o calor extremo que precede as chuvas ainda são eventos raros, ocorrendo a cada 50 a 100 anos, mas a mudança climática está tornando essas temperaturas mais frequentes e intensas.

O ano de 2024 foi o mais quente já registrado, com as temperaturas globais ultrapassando 1,5 °C dos níveis pré-industriais pela primeira vez, e alguns cientistas preveem que 2025 também esteja entre os mais quentes já registrados.

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