Entenda a polêmica envolvendo o carnavalesco Paulo Barros

Paulo Barros, carnavalesco renomado no Carnaval do Rio de Janeiro, causou polêmica ao criticar a predominância de enredos com temáticas africanas nas Escolas de Samba cariocas em 2025.

“A maioria dos enredos desse ano são afros, tudo já foi visto e revisto, e eu posso te garantir que 90% de quem está assistindo o desfile não vai entender nada”, disse ele.

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Paulo Barros

Reprodução/Youtube

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Unidos da Vila Isabel na avenida

Ismar Ingber/Riotur

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Paulo Barros passa por cirurgia; saiba detalhes

Instagram/Reprodução


Paulo Barros se defende

  • Incomodado com a polêmica, o carnavalesco se pronunciou nas redes sociais.
  • “Não venham querer me entubar uma responsabilidade e uma obrigação de ter que falar de temas africanos. Não gosto. É uma opinião minha. Não gosto”, começou.
  • “Eu tenho o direito de pensar dessa forma. O direito é meu. As pessoas falam: ‘nós estamos num país de democracia’. Esse é o meu pensamento, sinto muito. Tem umas pessoas que concordam e umas que não concordam. Tem que respeitar a opinião de cada um e eu respeito”, continuou.
  • Em seguida, completou:
  • “Tem gente que fala que desfile de escola de samba obrigatoriamente tem que ter uma temática africana porque o samba veio da África. Qualquer imbecil sabe disso. Que a raiz do samba, da escola de samba, tem essa raiz e esse fundamento, essas temáticas africanas. O carnaval, ao longo das décadas, ele passou a assimilar todos os tipos de enredo e todos os tipos de tema.

Carnavalesco da escola de samba Unidos de Vila Isabel, que vai desfilar na Sapucaí, o artista afirmou ainda que as histórias são retratadas de forma confusa.

“Quando eu pego para ver como vai ser a trama que uma escola vai contar sobre um Orixá, é uma confusão danada. Um apaixonado por fulano, tendo filho de ciclano. Filho de quem? Orixá de outro? É o que rege a cabeça de quem? Sinto muito, eu não assimilo. Eu sou brasileiro, então sou meio macumbeiro, meio católico, meio budista, tudo junto. Todo bom católico é um ótimo macumbeiro”, acrescentou em entrevista à Folha de S. Paulo.

Pouco depois, a declaração de Paulo Barros viralizou. De um lado, alguns criticaram os comentários. Outros, no entanto, apoiaram a fala.


Fonte: Metrópoles

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