Mastigar madeira pode ajudar na concentração, sugere estudo

Se você tinha o costume de mastigar o lápis na hora de fazer a prova na escola, saiba que a estratégia pode ter te ajudado a passar de ano. Um estudo revelou que mastigar materiais moderadamente duros, como a madeira de um palito de picolé, pode ajudar o cérebro a se concentrar.

A ciência já sabia que a mastigação estimula o fluxo sanguíneo cerebral, mas os mecanismos que ligavam esse aumento de oferta de sangue à melhora da cognição ainda são pouco compreendidos.

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Kyungpook, na Coreia do Sul, sugere que mastigar o lápis ou outros objetos levemente duros favorece a dispersão de glutationa no cérebro, um antioxidante natural e de intensa ação para combate aos radicais livres. Para os pesquisadores, essa liberação estimulada pela mastigação pode ter relação com a função cognitiva.

Madeira supera goma em benefícios

Participaram do estudo 52 estudantes universitários saudáveis, divididos em dois grupos. Enquanto um time mastigou uma goma de cera de parafina, o outro mordeu abaixadores de língua de madeira, semelhantes a palitos de picolé.

Segundo os resultados publicados na edição de dezembro da revista científica Frontiers in Systems Neuroscience, a mastigação aumentou muito os níveis da glutationa. Os cientistas mediram a quantidade da substância no córtex cerebral, região associada ao controle cognitivo, antes e depois da mastigação.

Eles foram medidos por ressonância magnética. Os resultados mostraram que a mastigação aumentou significativamente os níveis de glutationa no cérebro, com um efeito mais pronunciado no grupo que mastigou madeira.

A mastigação parece ser benéfica para a concentração e a memória

Efeitos da mastigação na concentração

Além disso, o aumento da concentração foi positivamente correlacionado com a melhora da memória. “Até onde sabemos, este é o primeiro relato indicando que a mastigação pode alterar o nível de antioxidantes no cérebro humano”, destacaram os pesquisadores.

Embora os dentistas não aprovem a mastigação de objetos que podem prejudicar o esmalte dentário, a pesquisa indica que morder materiais mais duros que os chicletes geralmente usados nessas pesquisas pode elevar os níveis de glutationa e combater os danos oxidativos do cérebro.

Implicações e limitações da pesquisa

Apesar dos resultados promissores, os autores ressaltam que mais pesquisas são necessárias para confirmar as descobertas. Estudos futuros devem incluir amostras maiores de voluntários, diversidade demográfica e análise de outras regiões cerebrais. Além disso, diferentes materiais e durações de mastigação precisam ser testados para entender melhor os efeitos cognitivos.

Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!


Fonte: Metrópoles

Vojvoda abre o jogo sobre possível volta de Neymar à Seleção Brasileira

Técnico do Santos, Juan Pablo Vojvoda está otimista sobre a possibilidade de Neymar retornar à Seleção Brasileira. De acordo com o treinador, o meia-atacante...

BBB 26: Gabriela e Chaiany curtem os desfiles na Sapucaí: “Foi tudo!”

Anjo da semana, Gabriela escolheu a amiga de Quarto Branco, Chaiany, para acompanhá-la nos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio...

Corinthians divulga diagnóstico da lesão de Yuri Alberto; veja gravidade

O Corinthians divulgou o resultado dos exames realizados por Yuri Alberto, que se lesionou na vitória sobre o São Bernardo, no último domingo (15). O...
Sair da versão mobile