Óleo, azeite, café: veja o que pode ficar mais barato com imposto zero

O governo federal, por meio da Câmara de Comércio Exterior (Camex), decidiu isentar o imposto de importação (II) de 11 alimentos. A decisão, unânime, tem caráter emergencial e ficará em vigor por tempo indeterminado.

A isenção começa a valer a partir da publicação da resolução, que deve sair nesta sexta-feira (14/3). O objetivo da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é reduzir o preço dos alimentos, pressionado pela alta inflação do país.

O Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Camex, órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), se reuniu nessa quinta-feira (13/3) para decidir a lista dos produtos com alíquota zero.


Produtos que terão imposto zero

  1. Carnes desossadas de bovinos, congeladas (passou de 10,8% a 0%)
  2. Café torrado, não descafeinado – exceto café acondicionado em cápsulas (passou de 9% a 0%)
  3. Café não torrado, não descafeinado, em grão (passou de 9% a 0%)
  4. Milho em grão, exceto para semeadura (passou de 7,2% a 0%)
  5. Outras massas alimentícias, não cozidas, nem recheadas, nem preparadas de outro modo (passou de 14,4% a 0%)
  6. Bolachas e biscoitos (passou de 16,2% a 0%)
  7. Azeite de oliva (oliveira) extravirgem (passou de 9% a 0%)
  8. Óleo de girassol (passou de 9% a 0%)
  9. Outros açúcares de cana (passou de 14,4% a 0%)

Em relação à sardinha, a alíquota foi zerada dentro de uma cota de 7,5 mil toneladas. Também foi decidido aumentar a cota do óleo de palma. A tarifa já é zero e só aumentou a cota de 60 mil toneladas para 150 mil toneladas, pelo prazo de 12 meses.


Alckmin: medida é emergencial

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (PSB), reforçou que as medidas são emergenciais para baratear os alimentos. “É mais um instrumento para ajudar a reduzir o preço do alimento. Não é o único”, disse a jornalistas.

“É claro que nós sabemos que o impacto maior na questão de preço de alimentos foi clima e dólar”, argumentou o vice-presidente. Na declaração, ele afirmou que o Brasil terá uma “supersafra” em 2025 e que a taxa de câmbio deve recuar.

Alckmin informou que, se a isenção tivesse vigência por um ano, a perda seria de US$ 110 milhões (R$ 650 milhões). “Como a gente espera que vai ser mais transitório, então [o custo] será menor”, disse.

Ainda segundo ele, o imposto de importação é regulatório, ou seja, não tem impacto no resultado fiscal.

Governo pede que estados reduzam ICMS da cesta básica

Outra proposta do governo federal para reduzir o preço dos alimentos foi a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de competência estadual, de itens da cesta básica.

O pedido, no entanto, não foi bem aceito por alguns governadores. Vale lembrar que o governo federal não tributa os alimentos, ou seja, não há incidência do Programa de Integração Social e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins).

Sobre a demanda feita pelo governo federal aos governos estaduais, Alckmin explicou: “Não é que seja para reduzir tudo, mas de repente você pode reduzir o ICMS do ovo, do tipo de carne… Então, cada um vai vendo o que pode fazer, mas essa medida ajuda”.



Fonte: Metrópoles

Eleitores japoneses vão às urnas em meio à queda de neve recorde

Os eleitores japoneses foram às urnas no domingo (8) em uma eleição que se espera que dê à primeira-ministra Sanae Takaichi uma vitória, embora...

Urnas abrem em Portugal para segundo turno das eleições presidenciais

As urnas em Portugal abriram às 8h (5h do horários de Brasília) deste domingo (8) no primeiro segundo turno das eleições presidenciais do país...

Vasco x Botafogo: horário e onde assistir ao jogo do Carioca

Vasco e Botafogo se enfrentam neste domingo (8), às 18h (de Brasília), no São Januário, em jogo válido pela 6ª rodada do Campeonato Carioca...