ONU acusa Israel de desrespeitar lei com retiradas forçadas em Gaza

O Escritório de Direitos Humanos da ONU acusou Israel nesta sexta-feira (28) de violar a lei internacional ao deslocar palestinos em Gaza à força sob “ordens de retirada obrigatórias”.

O Exército israelense emitiu o que a ONU descreveu como 10 ordens de retirada obrigatórias cobrindo grandes áreas em Gaza desde que retomou a guerra contra o Hamas em 18 de março, encerrando um cessar-fogo de dois meses em meio a disputas sobre os termos para estendê-lo.

“Essas retiradas não cumprem as exigências do direito humanitário internacional”, disse o porta-voz de direitos humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan, em um comunicado nesta sexta-feira.

A missão permanente de Israel em Genebra disse à Reuters que opera de acordo com a lei humanitária internacional.

“Israel está retirando civis para protegê-los dos terroristas do Hamas, que os usam implacavelmente como escudos humanos em uma violação flagrante do direito internacional”, afirmou a missão em comunicado.

O grupo também acusou o Hamas de arrastar a guerra ao se recusar a libertar os reféns restantes mantidos em Gaza.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seu ex-ministro da Defesa foram indiciados junto com os líderes do Hamas pelo Tribunal Penal Internacional em Haia por acusações de crimes de guerra, que Israel rejeita.

“Israel não está tomando nenhuma medida para fornecer acomodação para a população deslocada, nem garantir que essas retiradas sejam conduzidas em condições satisfatórias de higiene, saúde, segurança e nutrição”, acrescentou a declaração de Al-Kheetan.

Mais da metade do norte de Gaza estaria sujeita a tais ordens, afirmou, enquanto aqueles que foram recentemente deslocados do sul do enclave na área de Rafah e forçados a ir para a costa de Al Mawasi não tinham garantia de segurança.

“Estamos profundamente preocupados com o encolhimento do espaço para os civis em Gaza, que estão sendo deslocados à força pelo Exército israelense de grandes áreas do território”, acrescentou.

Desde a retomada dos ataques aéreos israelenses, em 18 de março, pelo menos 855 palestinos foram mortos e 1.869 ficaram feridos, de acordo com a ONU, que citou números do Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas.

Este conteúdo foi originalmente publicado em ONU acusa Israel de desrespeitar lei com retiradas forçadas em Gaza no site CNN Brasil.

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