“Vitória”: Fernanda Montenegro reflete sobre solidão e velhice

Com 80 anos de carreira, a atriz Fernanda Montenegro, 95, estrela o novo filme “Vitória”, longa-metragem brasileiro dirigido pelo genro Andrucha Waddington e baseado em um caso real que ocorreu no Rio de Janeiro em 2005.

Em material obtido pela CNN, a atriz falou mais sobre protagonizar o filme e comentou sobre a vida “solitária” de sua personagem Vitória — e como ela conecta isso ao período da velhice, fazendo relação ainda com o fato da personagem do filme contar majoritariamente com uma câmera para contar o que quer contar.

“A gente vive numa era eletrônica e a personagem sabe, porque ela tem uma televisão, um telefone e tudo que é possível comprar de eletrônico com pouco dinheirinho. Ela é uma mulher que sobreviveu a muito sofrimento e sabe que há uma nova vida que chega e que ela precisa se adaptar”, disse a estrela.

“Na velhice, a solidão é inarredável. A vida vai levando você à solidão. Com a idade você vai ouvindo menos, vendo menos, se levanta com menos agilidade e as juntas começam a secar. Isso tudo é uma solidão também. Mas o filme não trata Vitória como uma sofrida, demagógica e melodramática. Pelo contrário, é uma mulher afetuosa e destemida.”

Em “Vitória”, a artista dá vida à Dona Nina, que vive em uma favela cercada de violência. Certo dia, ela decide documentar os crimes por conta própria, a partir de filmagens registradas em fitas VHS, feitas da janela de sua casa na zona sul do Rio.

Na vida real, os crimes foram registrados por Joana da Paz, mulher que foi a responsável por desmascarar uma grande quadrilha de traficantes e policiais corruptos. O caso foi acompanhado pelo jornalista Fabio Gusmão, que revelou todos os detalhes em uma matéria publicada em 2005.

“O que me motivou foi a busca dessa personagem por uma justiça social, humana. É uma história verdadeira. Uma personagem não acomodada”, ressaltou Fernanda Montenegro.

Quando a reportagem sobre o caso foi ao ar, Joana da Paz foi rebatizada de “Vitória” e acabou sendo obrigada a viver “escondida” até sua morte, em 2023. Ao longo de 17 anos, ela viveu no programa de proteção a testemunhas.

Antes de partir, ela teve a chance de saber das filmagens e que seria interpretada pelo ídolo.

“Ela ficou muito feliz de eu fazer este papel. Sempre aceitei, na minha vida de atriz, personagens não acomodadas – assim como Dona Joana. Infelizmente ela faleceu depois do fim das filmagens, mas resistiu 97 anos”, concluiu Montenegro.

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Este conteúdo foi originalmente publicado em “Vitória”: Fernanda Montenegro reflete sobre solidão e velhice no site CNN Brasil.

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