Tirullipa falou sobre a relação conturbada que mantém com o pai, Tiririca, durante participação no Brunet Cast. O comediante contou que seus pais se separaram quando ele tinha apenas três anos, o que resultou em um longo período de afastamento.
“Quando minha mãe se separou, voltei para a casa da minha avó. Cresci ouvindo que meu pai era um palhaço de circo. Sempre que um circo chegava na cidade, eu corria para ver se era ele”, relembrou.
O reencontro entre pai e filho só aconteceu quando Tirullipa tinha sete anos, após o circo de Tiririca passar por sua cidade. “Me encantei por aquele palhaço. E, ali, já estava certo de que queria ser como ele”, contou.
Na ocasião, uma tia levou Everson – nome de batismo de Tirullipa – para conhecer o pai, mas uma mulher que acompanhava Tiririca negou o vínculo entre os dois.
“Me colocaram para fora. Voltei para casa chorando. Três horas da manhã, esse cabeludo bateu na porta, me pegou na rede e disse: ‘Você é meu filho. Não pude dizer que era seu pai por causa da minha mulher…’. Ele ainda pediu para voltar com minha mãe, mas ela recusou e o mandou embora. Logo depois, a mulher dele chegou, e foi aquela confusão: briga, gritaria, quebra-pau”, recordou.
Tiririca tem seis filhos, cada um de um relacionamento diferente, e, segundo Tirullipa, o abandono paterno foi uma dor compartilhada entre todos os irmãos.
Mesmo após a fama de Tiririca, impulsionada pelo hit Florentina, a relação entre os dois continuou marcada por desencontros. A distância se intensificou depois que Tirullipa trouxe a história à tona na mídia.
Perdão
Tirulipa também contou como foi o processo para conseguir perdoar o pai, o que ocorreu após um retiro espiritual.
“Nesse retiro eu entendi o porquê que meu pai era esse cara de tantas mulheres, com filhos com cada mulher, e distante, e entendi também como a pessoa vai dar o que ele nunca teve. O meu pai não conhece o pai dele até hoje. Minha avó sempre escondeu quem era o pai dele. O pai dele morreu e ele não conheceu”, relata.
O humorista ainda revelou que o pai apanhava do padrasto, que também agredia a mãe. “O padrasto dele batia na mãe e espancava ele… Com 15 anos, ele já sustentava a família com o circo. Quando eu comecei a ver a vida do meu pai, eu comecei a entender e ali eu perdoei de fato e disse: ‘pai, está tudo certo: como o senhor pode dar o que nunca teve’”.
Fonte: Metrópoles