Alan, quem é mesmo o ingrato?

O senador Alan Rick não tem respaldo para tachar o Governador Gladson Cameli de ingrato. Suas declarações na coluna do Crica soam mentirosas, controversas, indignas de um outrora bom jornalista, cuja missão, muito antes de enveredar na política, naquela bancada solitária de TV, era pautada em checar, investigar antes de publicar. Sugere que o parlamentar esteja, de fato, num esforço pessoal terrível, lutando com seus “demônios”, afim de ter sobrevida em 2026.

Aos fatos:

Alan foi reeleito em 2018 para o segundo mandato na esteira da candidatura do governador, que o prestigiou em seu primeiro mandato entregando-lhe o IEPETC de porteira fechada junto com dezenas de outros cargos, ocupados, essencialmente, por gente próximas a ele, muito embora o critério da boa técnica raramente seja considerada em indicações políticas.

Em 2022 fez todo o possível para tê-lo como Vice, o que só não se materializou porque a aliança com o União Brasil fora rechaçada pelo então presidente da sigla, senador Márcio Bittar.
Em seguida, mesmo tendo Ney Amorim como candidato ao Senado, Gladson liberou todos que detinham cargos no Governo do Estado. Foi quando houve um manifesto interesse em apoiar Alan, sem qualquer tipo de repressão ou perseguição. Isto é democracia.
Eleito para o segundo mandato, Gladson voltou a prestigiar Alan Rick, lhe entregando a Funtac de porteira fechada, onde abrigou a irmã, amigos íntimos, outros parentes seus, com mais espaços do que o senador pudesse imaginar –  cargos pomposos de diretoria na Segov, Saúde, Deracre e inúmeros outros órgãos, totalizando mais de 70.

Com todo esse prestígio, possível com a bênção do governador, o senador chegou ao cúmulo de, valendo-se da pedância que lhe é peculiar, posar ao lado de seu suplente, e tascar:

“Ensinando o bichin a ser senador”.

Talvez envaidecido, deslumbrado com pesquisas que lhe dariam certa dianteira na corrida pelo governo.

Ora. Falta-lhe prudência, serenidade, humildade, quando acredita que sondagens eleitorais se perpetuam, ainda mais faltando uma eternidade para o pleito.

Supunha-se ser aliado, leal, respeitoso, especialmente com a candidata que o governador escolheu como a melhor opção para sucedê-lo. Mailza, uma lady, foi afrontada, mas não reagiu, e a indiferença é mesmo a melhor resposta. Bocalom e Nicolau que o digam….

Alan queria a todo custo usar a estrutura do governo pra potenciar sua candidatura a governador, mesmo consciente que Gladson desde sempre declarou apoiar sua sucessora natural.

Pra finalizar:

Pelo exposto acima, é fato que o governador honrou com sua palavra. É fato, ainda, que o senador busca argumentos que justifiquem a sua covardia de manter parentes, aderentes e amigos em cargos bem remunerados enquanto se mantinha em campanha contra quem lhe deu a mão.

Baixa a bola!

 

 

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