Sob pressão, governo cita índices e insiste que “país está muito bem”

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, ressaltou, nesta quinta-feira (29/5), que o Brasil “está muito bem” — em referência aos índices de crescimento de renda das famílias e de desemprego do país.

“Importante ressaltar isso, o país está muito bem. Estamos crescendo bem, socialmente estamos no melhor momento da nossa história. Com crescimento de renda das famílias, com baixo índice de desemprego, com pleno emprego na verdade, com melhores indicadores da história. Então, assim, as coisas estão funcionando. O que a gente precisa fazer é que isso continue”, disse ele.

Ceron acrescentou: “No fiscal também está recuperando e se recuperando bem. A gente precisa garantir que isso continue. E, para isso, é importante sim encontrar fontes de receitas ou de outras dinâmicas, inclusive de despesas, que possam ser acomodadas”.

A declaração foi dada enquanto o governo federal lida com uma nova tensão: com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Nos últimos dias, o poder Executivo vem enfrentando duras críticas em razão das decisões sobre a condução da política fiscal, tanto pelo mercado financeiro quanto por alas do Congresso Nacional.

Desde o anúncio da medida pelo governo federal, os parlamentares começaram a articular a aprovação de ao menos 20 Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) para derrubar o decreto de elevação do IOF.

Aumento do IOF

  • O governo federal publicou o detalhamento da regulamentação na tributação do IOF sobre operações de crédito, câmbio e seguro.
  • Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo da medida é assegurar o equilíbrio fiscal, bem como criar harmonia entre política fiscal e política monetária.
  • No mesmo dia do anúncio, o Executivo decidiu revogar a elevação do IOF para aplicações de investimentos de fundos nacionais no exterior. Com isso, a alíquota continua zerada nesses casos.
  • Inicialmente, a estimativa de arrecadação era de R$ 20,5 bilhões em 2025. Mas, com a mudança de partes do decreto, a equipe econômica refez o cálculo para R$ 19,1 bilhões.
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Índice citado por Ceron

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no país ficou estável em 6,6% no trimestre encerrado em abril — menor variação da taxa na série histórica, iniciada em 2012, para trimestres fechados em abril.

Além disso, o Brasil criou 257.528 vagas de emprego formal (ou seja, com carteira assinada) em abril, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Esse foi o maior número para o mês desde 2020, início da série histórica do Novo Caged. O recorde anterior foi registrado no ano passado, com a abertura de 239,9 mil postos de trabalho formal.



Fonte: Metrópoles

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