Otávio Muller recorda bilhete do primo Cazuza após estreia em “Vale Tudo”

O ator Otávilo Muller, 59, intérprete do personagem Sardinha na primeira versão de “Vale Tudo”, contou como seu primo, o cantor Cazuza (1958-1990) o ajudou a conseguir o papel. Posteriormente, após sua estreia na trama, Muller também ganhou um bilhete do artista.

“Cazuza era um pouco mais velho que eu, nunca sei direito a conta. Quando a gente é mais novinho, a diferença de idade faz sentido. Só ficava olhando pra ele, aquele primo lindo, que já era mega descolado. Minha família sempre teve o hábito de ir muito à praia, olhava sempre com uma admiração, achava lindo. Mas ele não era conhecido, não era famoso, ele era enturmado”, lembrou em entrevista à revista Quem.

Otávio Muller relembrou que durante a infância eles não eram tão próximos, o que mudou quando o ator passou a fazer teatro na escola Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). Em uma de suas atuações, ele foi assistido pela tia e pelo primo, o que resultou na aproximação.

“Cazuza me viu no ensaio, eu era o protagonista da peça. Terminou o ensaio, ele — que era amigo do nosso professor, que estava dirigindo o espetáculo — o Luiz Antônio Martinez Corrêa, irmão do Zé Celso Martinez Corrêa, que foi meu professor durante muito tempo. Ele falou: ‘Vou fazer a música, cara, você é ator, que maneiro, não sabia’. Pronto. Ali, a idade já não fazia mais tanta diferença”, acrescentou.

A amizade fez com que Cazuza ajudasse o ator a conseguir um papel em “Vale Tudo” depois de ter uma de suas faixas escalada para a novela.

“O Gilberto [Braga] conversou comigo. Em função das minhas sardinhas, ele escreveu um personagem chamado Sardinha. Aí tinha essa coincidência linda, que a música tema do nosso núcleo, principalmente da Lidia Brondi, era do Cazuza. A música de abertura [‘Brasil’] também era do Cazuza […]”, contou Muller.

Ele acrescentou: “Fiz um teste e o Dennis Carvalho mega me aprovou. Foi super carinhoso comigo, um dos diretores mais importantes da minha vida. Assim como o Gilberto, um dos autores mais importantes num dos momentos fundamentais da minha vida, que foi minha estreia. Tinha 23 anos”.

O ator também relembrou um bilhete que recebeu de Cazuza após estrear na trama. “Ele escreveu: ‘Agora não somos mais primos, a gente é amigo‘. Me lembro que ele fez isso com muita empolgação”.

“Vale Tudo” foi um dos grandes sucessos da televisão, exibida entre 1988 e 1989, escrita em colaboração entre Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, e agora ganhou um remake no horário das nove, o mesmo da versão original.

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