Petróleo amplia perdas em meio a cessar-fogo instável entre Israel e Irã

Os preços do petróleo ampliavam suas perdas nesta terça-feira (24), atingindo o menor valor em duas semanas, devido ao que o mercado considerou como um risco menor de interrupções na oferta do Oriente Médio, embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha acusado Israel e o Irã de violarem um cessar-fogo que ele ajudou a intermediar.

Os futuros do petróleo Brent caíam US$ 3,17, ou 4,43%, a US$ 68,31 por barril, por volta de 10h30 (horário de Brasília). O petróleo West Texas Intermediate dos EUA (WTI) caía US$ 3,05, ou 4,45%, a US$ 65,46.

Ambos os contratos perderam até 5% no início das negociações, depois que Trump anunciou um acordo de cessar-fogo entre Israel e Irã.

Trump acusou os dois países de violar o cessar-fogo horas após anunciá-lo, expressando uma frustração especial com Israel.

“Não gostei do fato de Israel ter descarregado logo após termos feito o acordo. Eles não precisavam descarregar e eu não gostei do fato de que a retaliação foi muito forte”, disse Trump aos repórteres nesta terça-feira.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que havia ordenado que seus militares realizassem novos ataques contra alvos em Teerã em resposta ao que ele disse serem mísseis iranianos disparados em uma “violação flagrante” do cessar-fogo.

O Irã negou ter lançado qualquer míssil.

A guerra de 12 dias provocou alta volatilidade nos preços do petróleo, com o petróleo Brent sendo negociado em uma faixa de US$ 10 na segunda-feira, a maior desde julho de 2022.

Ambos os contratos de referência do petróleo caíram mais de 7% na sessão anterior, após ter atingido máximas de cinco meses depois que os EUA atacaram as instalações nucleares do Irã no fim de semana.

“Os preços do petróleo caíram acentuadamente, já que os ataques dos EUA às instalações nucleares iranianas não conseguiram desencadear um conflito mais amplo que poderia representar uma ameaça aos suprimentos regionais”, disse o Barclays em uma nota nesta terça-feira.

O envolvimento direto dos EUA na guerra também fez com que os investidores se concentrassem no Estreito de Ormuz, uma via navegável estreita entre o Irã e Omã, por onde fluem entre 18 milhões e 19 milhões de barris por dia de petróleo e combustíveis, o que representa quase um quinto do consumo global.

“O prêmio geopolítico foi esvaziado, mas as tensões entre Israel e o Irã continuam sem solução – e o risco de erros e de uma nova escalada ainda persiste”, disse o analista do SEB, Ole Hvalbye.

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