Do Acre, apenas Socorro Neri votou contra o PL da Devastação: “é uma questão de responsabilidade com a vida e o futuro de todos”

*Socorro Neri é a única parlamentar do Acre a votar contra o PL da Devastação: “é uma questão de responsabilidade com a vida e o futuro de todos”*

A deputada federal Socorro Neri foi a única representante do Acre a votar contra o Projeto de Lei nº 2.159/2021, conhecido como PL da Devastação, aprovado nesta madrugada de quinta-feira, 17, pela Câmara dos Deputados. A parlamentar avalia que a proposta representa um grave retrocesso jurídico, institucional e socioambiental para o país — e um risco direto à vida humana.

“O uso racional e sustentável do meio ambiente não é uma questão de esquerda ou de direita”, afirmou. “É uma questão de responsabilidade com a vida e com o futuro de todos.”

Segundo Socorro Neri, o texto aprovado fragiliza profundamente o Sistema Nacional do Meio Ambiente, compromete a proteção de direitos coletivos e difusos, viola dispositivos constitucionais e abre margem para o enfraquecimento da legislação ambiental. “Esse projeto desmonta a responsabilidade constitucional do Estado sobre a proteção e o uso racional do meio ambiente e a entrega aos responsáveis pelos empreendimentos”, criticou.

Ela ressalta que a proposta delega, sem diretrizes nacionais mínimas, a regulamentação do licenciamento ambiental a estados e municípios, o que fragmenta o sistema e compromete sua eficácia. Além disso, amplia o uso da Licença por Adesão e Compromisso (LAC), inclusive para empreendimentos de médio impacto, dispensando análise técnica prévia de mineração, por exemplo — o que compromete seriamente a prevenção de danos ambientais.

Socorro Neri chama atenção para o fato de que, mesmo sob regras mais rígidas, o Brasil já foi palco de grandes tragédias ambientais, como os desastres de Mariana e Brumadinho. “Imagina com a liberação automática de licenças. Este projeto abre caminho para que empreendimentos de alto risco operem com base apenas em autodeclarações, sem avaliação criteriosa de impactos ambientais e sociais”, alertou.

Além de ameaçar ecossistemas e comprometer o futuro da legislação ambiental brasileira, a deputada aponta que o projeto pode afastar o país de compromissos climáticos internacionais, prejudicar relações comerciais e aumentar a insegurança jurídica para empreendedores responsáveis.

“Ao invés de modernizar e aperfeiçoar o licenciamento ambiental, o PL 2.159 enfraquece a regulação, coloca vidas em risco e ameaça a sustentabilidade do nosso desenvolvimento. Por isso, votei contra e seguirei lutando por uma transição ecológica justa, que una proteção ambiental e crescimento econômico com responsabilidade social”, concluiu.

Neta de Carlos Alberto de Nóbrega toma decisão antes de quimioterapia

Bruna Furlan de Nóbrega surpreendeu ao revelar que foi diagnosticada com câncer de mama aos 24 anos Fonte: Metrópoles

Confira as escalações de Vasco e Flamengo para o Clássico dos Milhões

Flamengo e Vasco se enfrentam nesta quarta-feira (21/1), às 21h30, no Maracanã, pela 3ª rodada do Campeonato Carioca Fonte: Metrópoles

Saiba quando o São Paulo definirá o presidente após saída de Casares

Harry Massis Jr. segue no comando do clube após saída de Julio Casares; eleição definitiva está prevista para 2026 Fonte: Metrópoles