Mais de 400 quilos de pasta base de cocaína, avaliados em cerca de R$ 80 milhões, foram incinerados na tarde desta sexta-feira (29), após autorização da Justiça Federal.
A destruição do material atendeu a um pedido conjunto da PF (Polícia Federal) e do MPF (Ministério Público Federal), em razão do risco de resgate criminoso e dos custos logísticos para armazenamento seguro.
A droga foi apreendida na madrugada de sexta-feira (29), depois que uma aeronave boliviana caiu em uma fazenda na zona rural de Santana do Araguaia, no sul do Pará.
De acordo com a PF, a incineração seguiu o procedimento previsto na Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006), que determina a preservação apenas de uma amostra para perícia definitiva.
Além da destruição da cocaína, a Justiça autorizou a perícia de equipamentos eletrônicos encontrados no avião de prefixo CP2905, entre eles um aparelho de geolocalização, uma antena receptora de dados via satélite e um rádio-transmissor.
Para o MPF, esses materiais são considerados cruciais para rastrear rotas aéreas clandestinas, pistas usadas pela organização criminosa e identificar seus integrantes.
Operação no sul do Pará
A apreensão foi feita pela 30ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Santana do Araguaia, após trabalhadores de uma fazenda denunciarem um pouso forçado em área de pasto.
No interior do avião, foram encontrados 430 tabletes de pasta base de cocaína, totalizando aproximadamente 424kg, além de galões de combustível e adesivos com falsas numerações, que indicavam adulteração da aeronave.
Imagens feitas por funcionários da fazenda sugerem que a carga inicial poderia ultrapassar 500 kg, o que no mercado ilegal representaria até R$ 200 milhões em lucro.
Tripulantes foragidos
Segundo testemunhas, dois homens que falavam parcialmente português fugiram em direção à mata logo após o pouso forçado. Eles seguem foragidos. A droga e os equipamentos foram transportados até Redenção, sob forte esquema de segurança, e entregues à Polícia Federal, que coordena as investigações sobre o caso.
A Polícia Federal segue com as investigações para identificar os responsáveis pela aeronave e pela carga ilícita.