Empreendedora reconstrói empresa de gastronomia e prevê expansão

A história de Renata Severo comprova que trajetórias empreendedoras passam constantemente pela necessidade de reinvenção.

Fundadora da Tapenade Gastronomia, empresa de buffet localizada em Porto Alegre, Renata tem acumulado experiência em reformular seu negócio, especialmente impactado pela pandemia e, mais recentemente, pelas enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul.

A história do negócio

A Tapenade foi criada em 2015, fruto da paixão por gastronomia e experiência prévia de Renata com o setor de eventos, no qual aprendeu sobre atendimento, organização e operação de serviços de buffet.

Segundo Renata, o objetivo do negócio, desde o princípio, era a busca por diferenciação.

“Todos os serviços ofereciam o mesmo tipo de buffet e com o mesmo tipo de apresentação. Percebi que as pessoas buscavam algo diferente, mas não encontravam. Eu, que sempre fui criativa, me incomodava com aquele cenário”, conta.

Por isso, a empreendedora focou na apresentação dos pratos e na diferenciação gastronômica em eventos sociais e corporativos, fazendo dos alimentos ali servidos também um artefato decorativo.

“Queríamos ir além do mesmo buffet tradicional de sempre, com empratados. A experiência que a Tapenade propunha era a de fazer dos pratos um elemento visual para que o cliente fosse impactado duas vezes: uma ao chegar ao local, e a outra ao degustar”, diz.

Depois da pandemia, um recomeço

Em uma crescente constante desde a fundação, a Tapenade somava novos clientes e projetos a cada mês por, pelo menos, cinco anos — quando de repente a pandemia trouxe um baque à operação, em função da restrição para realização de eventos.

A solução encontrada pela empresária foi criar uma nova vertical para a empresa, chamada de “Tapenade em casa”, voltada a celebrações sociais e eventos corporativos de pequeno porte.

O cenário também levou Renata a se debruçar sobre novas tendências que surgiam, como a dos eventos intimistas, para manter-se relevante.

“Esse foi um momento de virada de chave. Vimos que a pandemia mudou a forma como as empresas se organizam, mas também como celebram”, diz.

Mesmo com as adaptações e a retomada gradual das atividades presenciais, o arrefecimento da pandemia ainda trouxe alguns desafios ao negócio, como a alta da inflação e a concorrência em alta, explica Renata.

“As pessoas passaram a aderir ao setor de gastronomia como uma fonte de renda secundária ou primária, o que tornou o mercado ainda mais disputado, além dos insumos mais caros”, afirma.

Em 2024, a Tapenade passou por uma nova reviravolta. Com as enchentes que atingiram diversos municípios do RS, a empresa se viu diante de um prejuízo superior a R$ 80 mil, já que boa parte do maquinário industrial foi destruído na sede —  invadida pelas águas.

“Foram mais de 20 dias sem sequer conseguir acessar o local, por conta da altura da água. Diferente da pandemia, em que pudemos prestar serviços menores como forma de rentabilizar, durante as enchentes ficamos totalmente parados. O prejuízo foi enorme”, lembra a empreendedora.

De acordo com Renata, o negócio ainda está se adaptando após as enchentes, uma recuperação feita a passos cautelosos e a longo prazo. “Ainda sentimos os efeitos das enchentes, já que Porto Alegre tem 95% do nosso mercado”, diz. Atualmente, a Tapenade também atende no restante do estado e em Santa Catarina.

Além disso, com boa parte da cidade ainda em recuperação, era comum que clientes potenciais evitassem investir em eventos, já que o impacto econômico foi intenso, e as celebrações ficaram em segundo plano.

“Eventos corporativos ou sociais não eram mais prioridade. Estava todo mundo preocupado em se reerguer. Sentimos isso até hoje, um ano depois. Há uma nova forma de pensar, de agir, de investir, de celebrar, de definir prioridades”, conta.

Apoio financeiro para retomada

Para restabelecer as operações, a Tapenade recorreu a uma linha de crédito de R$ 200 mil recebida pelo Estímulo, fundo de apoio e capacitação a pequenos empreendedores.

O recurso será destinado à recomposição do capital de giro e à melhoria da infraestrutura da empresa, que em breve também será transformada em um espaço para eventos próprios.

Ao partilhar sua experiência, Renata é enfática: não há receita que sirva para todo e qualquer empreendedor. O destino adequado para a aplicação de um crédito emergencial pode variar de acordo com a realidade de cada negócio, e suas respectivas necessidades.

Mas, segundo ela, há uma visão geral sobre o imediatismo e também a busca por mais cautela.

“Após as enchentes, a gente percebeu que as pessoas já vinham de uma forma consciente nesse momento de mais cautela, mais medo. Esse comportamento imediato também pode ser visto no mundo dos negócios, com PMEs recorrendo ao crédito para ações no curto prazo, como a reconstrução do capital de giro.”

Para o futuro, Renata busca unir o uso inteligente do crédito a um perfil já calejado de liderança resiliente para crescer de forma sustentável.

“O que vemos é que, para empreendedores, principalmente os micro, resiliência não é uma opção. É questão de sobrevivência”, diz.

O planejamento estratégico para o futuro da empresa também será mais cauteloso e calculado, defende.

“Esse é também um aprendizado que tivemos, e que é válido para todo empreendedor: faça tudo de uma forma mais calculada e pensada, para justamente tentar evitar que algo possa acontecer e abalar as finanças. Não temos previsibilidade de desastres naturais, mas ter tudo calculado previamente ajuda no caso de imprevistos”, conclui.

Texto de Maria Clara Dias

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