Donald Trump anunciou que as companhias aéreas devem considerar o fechamento total do espaço aéreo sobre e ao redor da Venezuela, em mais uma medida de pressão contra o país caribenho – declaração faz parte de uma estratégia mais ampla que combina ações econômicas e psicológicas. A análise é de Lourival Sant’anna, ao CNN Prime Time.
“Essa operação está ainda na fase psicológica. Tanto o anúncio do presidente Trump, quanto as ações que bloquearam acesso do petroleiro russo à Venezuela, são operações que tem o duplo objetivo de estrangular economicamente a Venezuela, mas, também, exercer pressão psicológica”, explica Sant’anna.
Pressão sem intervenção direta
O objetivo principal dessas medidas é exercer pressão sobre o regime venezuelano e possivelmente incentivar dissidências e deserções entre os militares que apoiam o governo. Especialistas indicam que não há previsão de bombardeios ou intervenções diretas no território venezuelano, principalmente pela falta de amparo legal para tais ações.
“Não vai haver bombardeio agora, porque não existe amparo legal para esses ataques por terra”, aponta o analista, acrescentando: “Está havendo muita pressão nos Estados Unidos contra essas ações”.
As operações navais americanas no Caribe e no Pacífico Oriental têm gerado controvérsias mesmo dentro do movimento “Make America Great Again” (MAGA), de Donald Trump. As críticas se baseiam principalmente no fato de que uma das principais promessas de Trump foi justamente o desengajamento de conflitos internacionais.
O cenário atual demonstra uma estratégia focada em pressão econômica e psicológica, evitando ações militares diretas em território venezuelano. As operações navais continuam ocorrendo na região, apesar das questões legais e das críticas internas nos Estados Unidos.

