O Banco Central da China reafirmou neste sábado (29) sua postura rigorosa em relação às moedas virtuais, alertando para um ressurgimento da especulação e prometendo reprimir atividades ilegais envolvendo stablecoins.
O PBOC (Banco Popular da China) afirmou, em uma reunião de coordenação sobre a regulamentação de moedas virtuais na sexta-feira (28), que a especulação com criptomoedas aumentou recentemente devido a diversos fatores, apresentando novos desafios para o controle de riscos, de acordo com um comunicado divulgado pelo banco central.
“As moedas virtuais não possuem o mesmo status legal que as moedas fiduciárias e não podem ser usadas como moeda corrente no mercado”, afirmou o PBOC em comunicado, acrescentando que as atividades comerciais relacionadas a moedas virtuais são “atividades financeiras ilegais”.
O banco central destacou especificamente as preocupações com as stablecoins, afirmando que elas não atendem aos requisitos de identificação do cliente e aos controles de combate à lavagem de dinheiro.
O comunicado alertou que os ativos correm o risco de serem usados para atividades ilegais, incluindo lavagem de dinheiro, fraude e transferências internacionais de fundos não autorizadas.
O banco central afirmou que irá “intensificar os esforços para combater as atividades financeiras ilegais relacionadas” e “manter a estabilidade econômica e financeira”.
Em outubro, o governador do PBOC, Pan Gongsheng, afirmou que o banco central continuaria a reprimir a operação e a especulação com moedas virtuais domésticas e, ao mesmo tempo, acompanharia de perto e avaliaria dinamicamente o desenvolvimento das stablecoins estrangeiras.
Hong Kong, que estabeleceu um regime regulatório para stablecoins, ainda não concedeu nenhuma licença a emissores. Na China, a negociação de criptomoedas é proibida desde 2021.
A mineração de bitcoin está discretamente retornando à China, apesar de ter sido proibida há quatro anos, à medida que mineradores individuais e corporativos exploram a eletricidade barata e o crescimento de data centers em algumas províncias ricas em energia, de acordo com dados de mineradores e da indústria.
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