O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que começou a cumprir a pena de 27 anos e 3 meses na ação penal da trama golpista, continua a exercer um significativo capital político, mesmo em um cenário de crise e adversidades, segundo avaliação do sociólogo e cientista político Alberto Carlos Almeida. Para ele, essa influência não deve ser subestimada, uma vez que o ex-presidente mantém uma base de apoio fiel e capaz de gerar impacto nas eleições futuras.
Durante sua participação no programa ‘WW Especial’, da CNN, Almeida afirmou que, embora Bolsonaro não tenha a mesma “capilaridade política” de antes, a lealdade de seus apoiadores ainda é um ativo relevante.
“A figura de Bolsonaro não desaparece com a prisão. Ele mantém um grande poder simbólico e ainda pode exercer influência na política brasileira”, analisou o sociólogo.
Almeida também destacou a possível estratégia de seus filhos, caso o ex-presidente se mantenha distante do cenário eleitoral. “Não é difícil imaginar, no ano que vem, os filhos de Bolsonaro visitando-o na prisão e, após isso, saindo para anunciar o apoio a um candidato”, afirmou.
Segundo ele, esse movimento poderia gerar uma nova onda de apoio a um nome indicado por Bolsonaro, alterando o curso das pesquisas eleitorais.
O cientista político aponta ainda que, embora Bolsonaro não tenha a mesma presença de antes, sua capacidade de influenciar o debate político e de mobilizar suas bases não deve ser ignorada. “Do ponto de vista de opinião pública, ele continua sendo uma figura gigante”, destacou.
WW Especial
Apresentado por William Waack, o programa é exibido aos domingos, às 22h, em todas as plataformas da CNN Brasil.
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