Hábitos simples podem acabar com a gordura no fígado. Saiba quais são

Por muito tempo, até médicos trataram os acúmulos de gordura no fígado como um quadro simples. Estudos mais recentes, porém, destacam que a esteatose hepática pode estar por trás de grandes problemas de saúde, incluindo o câncer de fígado.

Por isso, médicos são unânimes em recomendar que pacientes com esteatose mudem seus hábitos de vida para controlar a presença de gordura no órgão. E, para tratá-la, vale o velho combo do bem-estar: mudanças na dieta e prática de exercícios físicos.

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A endocrinologista Natalia Cinquini, consultora médica do Sabin Diagnóstico, afirma que a intervenção precoce tem impacto significativo para melhorar a longevidade dos pacientes. “Com acompanhamento adequado, é possível estabilizar ou até reverter a gordura no fígado. Mesmo em casos já avançados, como a cirrose, há medidas que ajudam a melhorar a evolução e preservar a qualidade de vida”, explica ela.

O que é gordura no fígado?

  • Popularmente chamada de gordura no fígado, a esteatose hepática acontece quando as células do órgão acumulam gordura em excesso.
  • Nos estágios iniciais, a condição costuma ser silenciosa e não apresenta sintomas evidentes.
  • À medida que progride, porém, podem surgir dores abdominais na parte superior direita do abdômen, cansaço, fraqueza, perda de apetite, aumento do fígado, inchaço na barriga, dor de cabeça frequente e dificuldade para perder peso.
  • As principais causas estão relacionadas à obesidade, à diabetes, ao colesterol alto e ao consumo excessivo de álcool.
  • A doença é mais comum em mulheres sedentárias, já que o hormônio estrogênio favorece o acúmulo de gordura no fígado. Ainda assim, pessoas magras, que não bebem, e até crianças também podem desenvolver a condição.

Mudanças de hábito

O oncologista Ramon Andrade de Mello, do Centro Médico Paulista High Clinic Brazil, lista hábitos que quem tem esteatose deve mudar para que o quadro não acabe evoluindo para um câncer de fígado. Pensando na dieta, é preciso cortar comidas ultraprocessadas, que são ricas em açúcar, gordura saturada e sódio.

Ele recomenda a todos os pacientes uma redução gradual e contínua de peso corporal para queimar o excesso de gordura na área abdominal. “A perda de 7% a 10% do peso corporal já promove redução significativa da gordura hepática, da inflamação e da fibrose”, explica.

Os médicos recomendam o aumento da ingestão de fibras (grãos integrais, frutas com cascas, legumes), que melhoram a glicemia e reduzem a resistência à insulina, ambos fatores ligados ao aparecimento da esteatose hepática. Também é importante aumentar a presença no prato de gorduras benéficas como o azeite e os peixes ricos em ômega-3.

4 imagensA condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundialAlterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregularesNo início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdomeFechar modal.1 de 4

A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado

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A condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundial

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Alterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregulares

Science Photo Library – SCIEPRO/Getty Images4 de 4

No início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome

Magicmine/Getty Images

Atividade física e exames de rotina

Além disso, Natalia e Ramon reforçam a importância da atividade física regular, com exercícios aeróbicos e de força por ao menos 150 minutos por semana. Pesquisas mostram que os exercícios reduzem a gordura hepática mesmo se não houver perda de peso expressiva.

Outros hábitos saudáveis também estão na lista de conselhos, como tomar água suficiente por dia e realizar os exames periódicos de acompanhamento na frequência recomendada pelos médicos.

“Avaliações periódicas devem ser incluídas na rotina e permitem encontrar alterações iniciais e agir logo. Quanto antes o problema for identificado, maiores as chances de evitar danos irreversíveis”, conclui Natalia.

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Fonte: Metrópoles

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