Luz solar desativa defesa natural da pele contra o câncer, diz estudo

A luz do Sol é essencial para diversas funções do organismo, como a produção de vitamina D, mas também pode desencadear efeitos nocivos quando há exposição excessiva. Um novo estudo publicado na revista Nature Communications, em 26 de novembro, revela que a radiação ultravioleta interfere diretamente no sistema de proteção da pele e pode favorecer o desenvolvimento de câncer.

Pesquisadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, identificaram que a radiação UV prolongada reduz os níveis de uma proteína chamada YTHDF2, responsável por ajudar as células a manter a inflamação sob controle e evitar que danos se transformem em alterações malignas.

Como a radiação UV altera o equilíbrio da pele

Nos Estados Unidos, mais de 5 milhões de pessoas recebem diagnóstico de câncer de pele todos os anos, e a maior parte dos casos está ligada ao excesso de exposição ao Sol. A radiação UV danifica o DNA, provoca estresse oxidativo e desencadeia a inflamação que caracteriza as queimaduras solares.

O grupo liderado por Yu-Ying He analisou como esse processo afeta a resposta das células. Eles observaram que a exposição intensa ao sol diminui a quantidade de YTHDF2, proteína que atua como uma espécie de guardiã no metabolismo do RNA.

Quando ela cai, as células da pele ficam mais vulneráveis à inflamação persistente, que é um fator de risco importante para o câncer.

Luz solar desativa defesa natural da pele contra o câncer, diz estudo - destaque galeria9 imagensPor isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doençaA perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômagoA tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmãoOutro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retidoFechar modal.MetrópolesSegundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação1 de 9

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação

boonchai wedmakawandPor isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença2 de 9

Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença

Phynart Studio/ Getty ImagesA perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.3 de 9

A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.

Flashpop/ Getty ImagesMudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago4 de 9

Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago

FG Trade/ Getty ImagesA tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão5 de 9

A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão

South_agency/ Getty ImagesOutro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido6 de 9

Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido

Peter Dazeley/ Getty ImagesA presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados7 de 9

A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados

RealPeopleGroup/ Getty ImagesDores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos 8 de 9

Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos

ljubaphoto/ Getty ImagesAzia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago9 de 9

Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago

DjelicS/ Getty Images

O papel do RNA e dos sensores imunológicos

A equipe também investigou moléculas de RNA que ajudam a regular a atividade genética. Uma delas, o RNA U6, apresentou aumento dentro das células após a exposição ao UV. Esses RNAs modificados passaram a interagir com o TLR3, um sensor imunológico conhecido por acionar vias inflamatórias.

O mais inesperado, segundo os autores, foi descobrir que essa interação acontecia dentro dos endossomas, estruturas responsáveis por reciclar materiais celulares.

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Testes revelaram que uma proteína chamada SDT2 transporta o RNA U6 para esse local, enquanto a YTHDF2 acompanha o processo para impedir a ativação exagerada do TLR3. Quando a YTHDF2 é degradada, o U6 se liga livremente ao sensor e intensifica a inflamação.

Possíveis caminhos para prevenção e tratamento

Essa combinação de eventos forma um sistema de vigilância que impede que a pele entre em um ciclo inflamatório perigoso. A degradação da YTHDF2 pela radiação UV quebra esse mecanismo, abrindo espaço para danos acumulados e maior risco de tumorações.

Para os pesquisadores, entender essa dinâmica pode orientar novas abordagens terapêuticas que busquem reforçar a função protetora da YTHDF2 ou bloquear o excesso de ativação do TLR3. Embora ainda em estágio inicial, a descoberta amplia a compreensão sobre como a pele tenta se defender e como a radiação solar a desarma.

O estudo foi financiado por instituições de pesquisa dos Estados Unidos, incluindo os Institutos Nacionais de Saúde e centros especializados em câncer e meio ambiente.

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Fonte: Metrópoles

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