Pedro Bial fala sobre fim da vida da mãe de 101 anos: “Pedindo para ir”

O apresentador Pedro Bial, 67, se abriu sobre o período final da vida de sua mãe, Susanne Bial, que morreu aos 101 anos neste ano.

Em entrevista ao “Conversa vai, conversa vem”, do O Globo, o jornalista comentou sobre ter refletido o luto da perda de sua mãe enquanto escrevia o livro “Isabel do vôlei da vida: a onda mais alta de Ipanema”, sobre a atleta que morreu repentinamente em 2022. Ele compara: “A morta da Isabel será para sempre recente, mas eu vivia o processo de morte de minha mãe ao mesmo tempo”.

Ela já vinha pedindo para ir, então eu estava conversando muito com ela. Buscamos maneiras de abreviar isso”, explica o apresentador. “O Brasil tem essa lei defasada com relação à modernidade… Agora o Uruguai já deu um passo, como sempre à frente do resto da América Latina.”

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Bial conta que sua mãe chegou a pedir sua ajuda para morrer, pois a psicanalista não tinha nenhum questão de saúde. “Ela não tinha mais prazer nenhum. Ela adorava ler, não conseguia mais… a vida dela era a indignidades da decrepitude. Ficar sendo mantida viva.”

“A gente pensou em fazer um suicídio assistido na Suíça, e tal… havia essa possibilidade, mas por um motivo e outro não se deu. Começamos a ter cuidados paliativos, que é o jeito que existe hoje de deixar uma pessoa morrer dignamente. Ela era uma fortaleza”, conta o apresentador. Ele diz que a matriarca chegou a contrair uma pneumonia que recebeu poucos cuidados medicamentos e ela conseguiu “sem antibióticos” ficar boa. “Isso me levou a pensar que todos nós, com os recursos que medicina contemporânea nos dá, a gente vai se defrontar com essa questão: ‘como é que a gente quer morrer?‘.”

Bial conclui com uma reflexão sobre a escolha da longevidade. “Quero viver muito tempo, mas como? Chega uma hora que é muito indigno ser mantido vivo e já não ter prazer nenhum, não conseguir fazer mais anda. E claro que mesmo o desejo de ir embora dá um medo danado. Mesmo que não seja o medo da morte, como diz o Gil, o medo de morrer. Porque morrer ainda é aqui.”

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