O PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) anunciou, no sábado (29), a filiação de Manuela d’Ávila. Segundo a legenda, a ex-deputada federal deve disputar uma vaga no Senado pelo Rio Grande do Sul nas eleições de 2026.
Em publicação nas redes sociais, Manuela — que no ano passado deixou o PCdoB (Partido Comunista do Brasil) após mais de duas décadas — disse ter encontrado no PSOL o “compromisso profundo com mudanças estruturais e o brilho das novas gerações”.
“Quero grandes transformações. Não me conformo que essa realidade de desigualdade seja o destino final da humanidade. Sinto que faço parte dessa corrente centenária que empurra a história rumo a um mundo mais justo. Por isso me decidi me filiar ao PSOL”, escreveu a ex-parlamentar.
“A esquerda brasileira é diversa — e essa diversidade é uma força. O desafio é combiná-la com a unidade necessária diante do fascismo. A partir do PSOL, estarei junto de todas e todos que enfrentam a ultra-direita e defendem o nosso povo e o nosso país”, acrescentou Manuela.
Pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada na última terça-feira (25) aponta que Manuela e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), são os favoritos a uma vaga no Senado em 2026 (confira os cenários avaliados aqui).
No pleito do próximo ano, serão eleitos dois senadores por unidade federativa. Com isso, 54 das 81 cadeiras da Casa Legislativa estarão em disputa.
O lançamento da pré-candidatura de Manuela ao Senado está agendado para o dia 9 de dezembro.
Quem é Manuela d’Ávila
Manuela Pinto Vieira d’Ávila, de 44 anos, é jornalista e escritora. Participou do movimento estudantil e, aos 23 anos, em 2004, foi eleita a vereadora mais jovem na história de Porto Alegre.
Nas eleições de 2006, se elegeu deputada federal pela primeira vez e foi reconduzida ao cargo em 2010.
Quatro anos depois, tornou-se deputada estadual do Rio Grande do Sul, função que exerceu por um único mandato. Já em 2018, foi candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT).
Além disso, Manuela d’Ávila disputou sem sucesso a Prefeitura de Porto Alegre em três ocasiões: 2008, 2012 e 2020.

