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Tempestades devastam a Ásia e deixam ao menos 700 mortos

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Tempestades devastam a Ásia e deixam ao menos 700 mortos

Fortes chuvas provocaram inundações e deslizamentos de terra generalizados em toda a Ásia, matando mais de 700 pessoas, com centenas ainda desaparecidas.

Chuvas alimentadas por ciclones atingiram partes da Indonésia, Tailândia e Malásia esta semana, quando uma rara tempestade tropical se formou no Estreito de Malaca – separa a ilha indonésia de Sumatra das outras duas nações.

O Sri Lanka foi atingido por uma tempestade separada, cujas fortes chuvas agora se aproximam da costa sul da Índia.

Indonésia

As equipes de resgate indonésias tentam chegar às áreas mais atingidas de Sumatra, na Indonésia, onde o ciclone Senyar causou deslizamentos de terra e enchentes catastróficas. Mais de 400 pessoas ainda estão desaparecidas.

“Durante a enchente, tudo desapareceu”, disse à Reuters um morador de Bireuen, na província de Aceh, no extremo norte de Sumatra. “Eu queria guardar minhas roupas, mas minha casa caiu.”

Helicópteros foram mobilizados para entregar suprimentos, e imagens da mídia local mostram pessoas usando barcos de borracha para retirar as pessoas que ficaram presas na enchente.

Alguns moradores passaram a saquear comida e água para sobreviver, segundo as autoridades locais.

Tailândia

Do outro lado do estreito, pelo menos 162 pessoas morreram devido ao clima extremo no sul da Tailândia, disse o porta-voz do governo Siripong Angkasakulkiat à Reuters no sábado (29).

Cerca de 3,5 milhões de pessoas foram afetada. As autoridades transportaram pacientes e suprimentos essenciais em aviões, incluindo tanques de oxigênio, disse o veículo.

Amphorn Kaeophengkro e sua família de oito pessoas não tiveram tempo de escapar quando as enchentes atingiram sua casa na cidade de Hat Yai.

Em vez disso, eles correram para o segundo andar enquanto o nível da água aumentava e tiveram que passar 48 horas empoleirados em cima dos móveis.

“Não estávamos pensando em mais nada além de sobreviver”, disse a mulher de 44 anos à Reuters à luz de velas, enquanto sua família começava a limpar a casa depois que a água baixou.

“Às vezes sentávamos na beirada da janela e tínhamos que levantar as pernas para evitar mantê-las muito fundo na água.”

A cidade de Hat Yai foi a região mais atingida da Tailândia, registrando a chuva mais forte dos últimos 300 anos. A tempestade provocou enchentes com mais de 2,5 metros de altura e cortou o acesso a uma maternidade que abriga 30 bebês recém-nascidos, disseram funcionários e autoridades.

Ainda não está claro quando a energia será restaurada. A cidade faz parte da região de Songkhla, onde o governo declarou emergência, disse uma autoridade no X.

Dez turistas, da Austrália, Reino Unido, China, Malásia, Singapura e África do Sul, foram resgatados na província de Songkhla na sexta-feira (28), disse o Ministério do Turismo à CNN.

“A situação melhorou significativamente. Os níveis de água baixaram quase completamente, com apenas algumas áreas permanecendo inundadas”, disse um porta-voz.

Sri Lanka

Mais de meio milhão de pessoas foram atingidas pelo ciclone Dithwa, que provocou deslizamentos de terra e inundações no Sri Lanka.

Cerca de 191 pessoas continuam desaparecidas e a maioria das casas em áreas baixas perto da capital, Colombo, estão debaixo d’água e sem energia, disseram as autoridades à Reuters.

Alguns moradores optaram por ficar nos andares superiores de casas parcialmente submersas para proteger seus pertences, informou o veículo.

Na mesquita Dalugala Thakiya, voluntários prepararam pacotes de arroz com frango e curry dhal para as vítimas das enchentes.

“Estamos recebendo mais pedidos de comida porque as pessoas que trabalham diariamente não conseguem encontrar trabalho e estão com pouco estoque”, disse o organizador de refeições, Risham Ahmed, à Reuters.

“Eles estão preocupados em como reconstruir suas vidas.”

Malásia

Na Malásia, duas pessoas morreram depois que a tempestade tropical Senyar atingiu a costa pouco na sexta-feira, disse a Reuters.

Cerca de 34 mil pessoas foram retiradas antes da tempestade, mas Gon Qasim e o seu marido ficaram presos  no norte do estado de Perlis quando o aumento das águas impediu o deslocamento.

O casal de idosos acabou sendo resgatado por um dos filhos e levado para um abrigo na capital do estado de Kangar, onde centenas de famílias foram acolhidas em tendas fornecidas pela agência nacional de gestão de desastres, informou a Reuters.

“Eu estava dentro de casa e não podia sair”, disse Gon, de 73 anos. “A água era como o oceano. Era assim que parecia.”

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