Velório de lobista executado em São Paulo acontece nesta quarta (26)

O velório de Luis Francisco Caselli, lobista executado a tiros no início da semana no Tatuapé, zona leste da capital paulista, acontece nesta quarta-feira (26) no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

De acordo com a administração do cemitério, a cerimônia teve início por volta das 10h e o sepultamento ocorrerá logo em seguida às 14h. no mesmo local.

Relembre o caso

Caselli foi executado a tiros por volta de 18h30 desta segunda-feira (24). Dois suspeitos em uma moto se aproximaram do veículo onde estava a vítima e um deles efetuou ao menos três disparos.

O carro usado pelo homem era blindado, mas estava com as janelas abertas no momento do crime.

Imagens obtidas pela CNN Brasil mostram que, após os tiros, o criminoso que estava na garupa da moto desceu do veículo e tentou retirar um objeto da parte de baixo do carro. O material foi identificado pela polícia como um rastreador veicular. Na sequência, os suspeitos fogem. Veja abaixo:

Após a fuga, o carro da vítima continuou desgovernado pela rua e bateu de frente em um veículo estacionado poucos metros adiante. Caselli foi encaminhado ao Hospital Municipal de Tatuapé, onde foi constatada a morte.

A ocorrência foi confirmada pelo 30º Distrito Policial (Tatuapé), que investiga o caso.

Quem era Caselli?

Luis Francisco Caselli era um lobista e tinha ao menos 20 passagens pela polícia pelo crime de estelionato.

Segundo apuração da CNN Brasil, os casos teriam ocorrido entre os anos de 2004 e 2008.

Falso delegado: lobista executado em SP tinha 20 passagens por estelionato

Caselli já foi preso em outubro de 2017 e respondia a um processo na Justiça Federal por associação criminosa, extorsão, usurpação de função de pública e concussão. Na ação, ele era acusado de se passar por delegado da Polícia Federal para extorquir funcionários públicos e empresários.

Ele foi denunciado pela suposta prática dos crimes de:

  • Organização Criminosa (Lei n. 12.850/2013);
  • Extorsão (Art. 158 do Código Penal);
  • Usurpação de Função Pública (Art. 328 do Código Penal);
  • Concussão (Art. 316 do Código Penal).

As acusações apontavam que Caselli integrava uma organização criminosa que buscava extorquir servidores públicos e empresários. A denúncia cita um episódio em que ele teria tentado coagir funcionários da Prefeitura Municipal de Paulínia, incluindo o então prefeito.

Para dar credibilidade às suas ações, ele teria tentado se passar por delegado da Polícia Federal perante os funcionários públicos.

De acordo com a denúncia, ele coagia os servidores, alegando possuir um dossiê que comprometeria o mandato do prefeito e afirmando coordenar uma operação policial que resultaria na cassação do cargo.

Homens usaram rastreador em carro de lobista executado em São Paulo; veja

Ainda de acordo com as denúncias, Caselli contava com o auxílio de um verdadeiro delegado federal para legitimar seus atos, chegando a ter livre acesso à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

O objetivo final era constranger os administradores a contratarem os serviços de uma empresa ligada a outro investigado no esquema de corrupção.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa de Caselli.

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