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CIA desmente Kremlin e diz que Ucrânia não visou casa de Putin em ataque

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CIA desmente Kremlin e diz que Ucrânia não visou casa de Putin em ataque

A CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, avaliou que a Ucrânia não estava mirando uma residência usada pelo presidente russo Vladimir Putin em um recente ataque com drones no norte do país, de acordo com oficiais dos EUA, desmentindo uma afirmação feita pelo líder russo a presidente Donald Trump em uma ligação telefônica na segunda-feira (29).

O diretor da CIA, John Ratcliffe, informou Trump sobre a avaliação na quarta-feira (31), disseram os oficiais.

A Rússia havia levantado publicamente alegações de que a Ucrânia tentou atingir a casa de Putin na segunda-feira, e Trump disse aos repórteres que Putin lhe havia contado sobre isso por telefone. Na época, o presidente disse que estava preocupado com a ação relatada, parecendo acreditar no líder russo, mesmo enquanto a Ucrânia negava veementemente que estivesse por trás de tal ataque.

“Eu não gosto disso. Não é bom”, disse Trump, descrevendo-se como “muito irritado” ao ouvir a alegação.

Ele admitiu que era “possível” que a alegação fosse falsa e que tal ataque não tivesse ocorrido, mas acrescentou: “Mas o presidente Putin me disse esta manhã que aconteceu.”

Fontes disseram que Ratcliffe mais tarde informou Trump que a CIA não acreditava que fosse verdade. E, na quarta-feira, Trump pareceu adotar uma postura mais cética em relação à postagem, compartilhando um link para um editorial do New York Post no Truth Social, com o título: “O blá-blá-blá do ‘ataque’ a Putin mostra que a Rússia é a verdadeira obstáculo para a paz.”

O editorial do Post observou que era “rico” que Putin, que travou uma guerra brutal por quase quatro anos, acreditasse que qualquer violência em sua proximidade merecesse uma indignação especial, e afirmou que “qualquer ataque a Putin é mais do que justificado.”

“Mas eis o problema: o ataque com drones provavelmente nunca aconteceu. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky negou vigorosamente. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que os russos não poderiam fornecer provas, e pediu à imprensa que ‘acreditasse na palavra do Kremlin’. Não, nós não vamos”, escreveu a equipe editorial.

A CNN entrou em contato com a CIA e a Casa Branca para comentar sobre o assunto.

A alegação de Putin sobre um ataque — e a subsequente avaliação dos EUA de que não era verdadeira, inicialmente reportada pelo Wall Street Journal — ocorreu no contexto de intensas negociações lideradas por Trump e seus enviados para acabar com a guerra na Ucrânia.

Putin fez a alegação um dia depois de Trump se encontrar com Zelensky em Mar-a-Lago, e sair otimista quanto ao progresso para intermediar uma paz no conflito.

Alguns oficiais europeus disseram que a alegação foi uma tentativa de Putin de sabotar os esforços de paz, sem assumir a culpa de Trump.

Outros também levantaram dúvidas sobre a alegação russa. A chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou na quarta-feira que se tratava de uma “distração deliberada”.

O ministério da Defesa de Moscou disse na quarta-feira que 91 drones haviam sido lançados do norte da Ucrânia contra a residência de Putin perto de Valdai, na região de Novgorod, no noroeste da Rússia.

Mais da metade dos drones foi interceptada a várias centenas de quilômetros de distância, informou o ministério, sem especificar como sabiam que eles estavam destinados a Valdai. O restante foi interceptado sobre Novgorod entre 3h e 8h30 da manhã de segunda-feira, de acordo com o ministério.

O ministério publicou um mapa que supostamente mostrava o caminho dos drones e onde foram derrubados.

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