Fed divergiu sobre esperar mais dados para cortar juros, diz Goolsbee

O presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee, disse nesta sexta-feira (12) que não concordou com o recente corte de 0,25 ponto na taxa de juros dos Estados Unidos.

Segundo o dirigente, ele considerava melhor esperar por dados adicionais sobre a inflação e a situação do mercado de trabalho antes de reduzir os custos dos empréstimos, principalmente devido à grande preocupação que as empresas e os consumidores ainda expressam sobre o aumento dos preços.

Esperar até o início do próximo ano para cortar os juros, acrescentou Goolsbee, teria dado às autoridades o benefício de dados atualizados do governo com os relatórios da próxima semana, ao mesmo tempo em que acarretaria pouco risco adicional para um mercado de trabalho que parece estar “esfriando apenas moderadamente”.

“Deveríamos ter esperado para obter mais dados, especialmente sobre a inflação”, declarou Goolsbee, um dos três dissidentes na votação de 9 a 3 do Fed de quarta-feira (10) para reduzir a taxa de juros básica para a faixa de 3,5% a 3,75%.

O presidente do Fed de Kansas City, Jeffrey Schmid, também discordou, sendo a favor da manutenção dos juros, enquanto o diretor Stephen Miran novamente defendeu um corte maior de 0,5 ponto.

“Esperar para tratar desse assunto no ano novo não teria acarretado muitos riscos adicionais e teria o benefício adicional de dados econômicos atualizados”, afirmou Goolsbee.

“Considerando que a inflação está acima de nossa meta há quatro anos e meio, que o progresso nesse sentido está paralisado há vários meses e que quase todos os empresários e consumidores com quem conversamos no distrito recentemente identificam os preços como uma das principais preocupações, achei que o caminho mais prudente teria sido esperar por mais informações”, continuou.

“Há pouca coisa que sugira uma deterioração tão rápida do mercado de trabalho que não poderíamos ter esperado que os dados chegassem nos primeiros meses do próximo ano antes de decidir agir”, concluiu Goolsbee, que também afirmou estar “otimista” de que os juros podem ser reduzidos em 2026 “em um valor significativo” se os dados mostrarem que a inflação está voltando para a meta de 2% do banco central norte-americano.

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