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Lorrana Mousinho promete volta vingativa de Claudia em “Três Graças”

Por CNN 16/12/2025 09:24

A atriz Lorrana Mousinho, 33, vive um dos momentos mais especiais da carreira. No elenco de “Três Graças”, que marca sua primeira novela, ela dá vida a Claudia – apresentada ao público inicialmente como uma estudante de Medicina que submetia aos desrespeitos da patroa, Arminda (Grazi Massafera), enquanto cuidava de Josefa (Arlette Sales) para custear os estudos.

Com o avançar dos capítulos, ela foi atropelada a mando do vilão, Ferette (Murilo Benício), e desapareceu. Agora, em cenas mais recentes, seu arco ganhou novos desfechos, uma vez que, além de sobreviver ao atentado, também mostrou parte de sua verdadeira identidade: uma aliada de Rogério (Eduardo Moscovis) que está disposta a tudo para desmascarar o casal de amantes.

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À CNN, ela conta ter sido “doido” receber uma personagem escrita por Aguinaldo Silva com tamanha dualidade. “Eu sabia desde o início que ela uma espécie de espiã”, diz.

“Na minha primeira de leitura de núcleo, estava o Murilo Benício, Grazi e Sophie Charlotte. Então já estava rolando aquela tensão, né? E é engraçado isso porque por mais que eu tenha minha experiência, que eu não esteja começando agora como atriz, dá aquela sensação de adolescente, meio desprotegida, de pensar: ‘Olha as pessoas que estão do meu lado’. Mas eu estava ali, naquele núcleo, com eles”, recorda.

Até essa altura, Lorrana não sabia sobre o futuro desenvolvimento de Claudia e foi pega de surpresa com a informação de que ela morreria no 36° capítulo da obra. Ali, os sentimentos se mesclaram. “Eu estava feliz em finalmente fazer a primeira novela. Mas, por dentro, estava engolindo seco. E todo mundo: ‘Você sabia?’. E eu: ‘Não, estou sabendo agora’. Mas, dai o diretor falou: ‘Mas você volta’. E ficou aquele: ‘Ué?’”, conta aos risos.

“Quando teve a leitura do primeiro e segundo capítulo com os escritores, o Aguinaldo veio para mim, me puxou de canto e falou: ‘É Claudia, né? Ela não é só uma cuidadora, tá? Ela é uma espiã, ela está ali espiando pelo Rogério’. Ele falou isso com um brilho no olho”, adiciona.




Claudia é interpretada por Lorrana Mousinho em “Três Graças” • Globo/ Estevam Avellar

Ainda à CNN, Mousinho diz que o processo criativo foi uma grande saga. “Eu sabia que tinha poucos capítulos para mostrar a personagem enquanto cuidadora, sem revelar que ela era uma espiã. Tinha algumas olhadelas, sim. Não só pelo aspecto de funcionária fofoqueira e curiosa”, revela.

“Mas tudo isso foi tudo muito marcado pela direção. A ideia era plantar uma sementinha com coisas pontuais, sentindo a energia do ambiente. Não foi feito para que as pessoas, de modo geral, achassem que tinha algo a mais. Então eu tive que ficar pensando nisso, na construção da personagem”, avalia.

“O meu trabalho foi estar ali, no meu cantinho, amiúde, tentando trazer, de algum jeito, alguma coisa que o público pudesse gostar. Ela tinha uma veia cômica, né? Pelo menos na primeira fase dela eu tentei valorizar isso”, detalha.

A comoção pela morte de Claudia nas redes sociais

A atriz pontua também que a torcida do público para que a personagem conseguisse uma virada de chave favoreceu para que a suposta morte se tornasse uma comoção nas redes sociais.

Depois da primeira fase concluída, o desafio está em mostrar quem e ex-cuidadora sempre foi. “Aos poucos eu estou descobrindo. Os textos vão chegando e eu costumo construir histórias para ela. De onde essa mulher veio? Ela é da classe trabalhadora? Como foi a infância dela? Teve mãe, teve pai? Foi abandonada? Será que é órfã? O que será que a fez endurecer? O que fez o personagem do Moscovis pegar essa mulher e colocá-la em um lugar onde poderia morrer?”, questiona.

Lorrana defende a força e esperteza de Claudia. “Eu tenho que criar coisas que a torne uma pessoa um pouco casca grossa. Se ela fosse frágil, ele nunca teria a colocado lá. Ele colocou justamente porque sabia que ela aguentaria a pressão”, garante.

“A diferença social gritante desperta ódio”, diz Lorrana Mousinho

Questionada sobre a essência da personagem ter ganhado novos ares diante da tentativa e morte, Lorrana afirma ter sido essencial. “Quando vê uma uma casa como aquela, onde a diferença social é absurda e gritante, com certeza desperta um ódio. Você vê como a pessoa trata as pessoas que trabalham para ela, o desprezo. É muito difícil ver essa diferença assim, na sua frente”.

“Eu emprestei tudo isso para a Cláudia, minha família vem da classe trabalhadora. Eu sou professora. Então ver isso sendo esfregado na nossa cara com tanta brutalidade é violento demais. Acho que isso já estava ajudando a compor a essência dela. E aí, quando por fim tentam matá-la, é um buraco muito embaixo. E quando volta querendo vingança”, conclui.

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