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Quaest: 51% discordam de dificultar impeachment de ministros; 33% concordam

Por CNN 19/12/2025 14:24

A maioria dos brasileiros se posiciona contra a proposta que dificulta o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), segundo pesquisa Genial/Quaest.

O levantamento indica que 51% dos entrevistados discordam da mudança, enquanto 33% afirmam concordar. Outros 16% disseram não saber ou não responderam.

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A pesquisa também mostra diferenças conforme o posicionamento político dos entrevistados. Entre os que se identificam como lulistas, 46% concordam com a proposta de dificultar o impeachment de ministros do STF, enquanto 34% discordam e 20% não souberam ou não responderam. Já entre a esquerda não lulista, a rejeição é maior: 46% discordam, ante 38% que concordam.

Já os entrevistados independentes, metade (50%) se posiciona contra a medida, enquanto 30% são favoráveis.

Na direita não bolsonarista, chegou a 70%, contra 24% de concordância. Entre os bolsonaristas, 59% discordam da proposta, e 33% afirmam concordar.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Pesquisa: dificultar impeachment de ministros do STF

Posicionamento político

Lulista

Esquerda não Lulista

Independente

Direita não Bolsonarista

Bolsonarista

Lei do Impeachment

O resultado é divulgado em um momento em que o Senado decidiu adiar para 2026 a discussão e a votação de um projeto de lei que revê a Lei do Impeachment.

Com o aval do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), o tema foi retirado da agenda legislativa. O texto era visto como uma resposta do Senado a uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, que limitou regras para pedidos de impeachment.

A proposta de uma nova lei do impeachment foi apresentada em 2023, durante a presidência de Rodrigo Pacheco, e discutida por uma comissão de juristas, da qual fez parte o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

O texto original previa, por exemplo, um prazo de até 30 dias para que o presidente da Câmara decidisse sobre denúncias por crime de responsabilidade contra o presidente da República. Atualmente, esses pedidos podem permanecer sem definição, acumulados sem arquivamento ou andamento.

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