Os Estados Unidos anunciaram neste sábado (3) que pretendem se envolver com o petróleo da Venezuela, após missão no país da América Latina que levou à captura do ditador Nicolás Maduro. As reservas venezuelanas da commodity são as maiores do mundo, consideravelmente a frente da Arábia Saudita, que mantém o segundo lugar.
Na prática, isso significa que se os EUA controlarem as reservas venezuelanas, podem assumir o controle sobre a oferta de petróleo no futuro.
A Venezuela tem reservas de 303,2 bilhões de barris de petróleo, enquanto a Arábia Saudita tem cerca de 267,2 bilhões e o Irã, 208,6 bilhões. Os EUA, por sua vez, detém aproximadamente 45 bilhões de barris, apesar de serem os maiores produtores do mundo.
Quando há oscilações nos preços internacionais da commodity, a Opep + (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e aliados, liderada pela Arábia Saudita e pelos outros países produtores de petróleo, decidem se haverá cortes ou aumento na produção no mundo.
Agora, caso os EUA assumam o controle das reservas da Venezuela e invistam na produção, podem afetar diretamente os preços no mercado global ao aumentar ou reduzir a oferta, assim como faz o cartel controlado pela Opep.
Nos primeiros negócios de 2026, o petróleo WTI para fevereiro negociado na Nymex (New York Mercantile Exchange) fechou ontem em queda de 0,17% (US$ 0,10), a US$ 57,32 o barril.
Já o petróleo Brent para março, negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), encerrou a sexta-feira (2) em baixa de 0,16% (US$ 0,10), a US$ 60,75 o barril.
A Opep+ (Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados) se reunirá no domingo (4) para a reunião mensal dos países produtores de petróleo, enquanto investidores já avaliam que há possível excesso na oferta da commodity.

