Sebastião Bocalom declarou ser definitiva a sua decisão de disputar o governo em 2026. E, dentre outras razões, citou o “incentivo” dado pelo principal avalizador de seus dois mandatos como gestor da capital: o senador Márcio Bittar, com quem, agora, Bocalom trava uma guerra silenciosa dentro do partido que abriga ambos.
“Ele (Bittar) foi quem sempre me incentivou (a disputar o governo). Se ele quiser vir, honrarei minha palavra de apoiá-lo para a sua reeleição. Se o senador achar que não deve vir, paciência. Eu não deixarei o PL, em hipótese nenhuma”.
A declaração foi dada em reunião de “alinhamento” com secretários e assessores de segundo escalão, no início da manhã desta segunda-feira, instantes antes de Bocalom anunciar sua pré-candidatura. Um grupo de vereadores aliados também presenciou a declaração, que não foi reiterada aos jornalistas.
Aliás, cercado de repórteres, o prefeito reconheceu que a prioridade do partido é a reeleição de Bittar, mas que lutará até o fim conquistar a confiança da alta cúpula dos liberais, inclusive do presidenciável e senador Flávio Bolsonaro.
Os próximos passos de Bittar são uma incógnita. Ele não foi ao ato em que Bocalom se assumiu candidato a governador, nem mesmo compareceu por lá o filho, João Paulo Bittar, dirigente do PL no Acre e diretor da Funtac. Para ele, Bittar não tinha obrigação de estar lá.
Bocalom e Bittar se retiraram das agendas em que os dois deveriam aparecer juntos publicamente.
O carnaval dentro do PL só deve ter um fechamento após o Carnaval propriamente dito.

