As bolsas asiáticas fecharam sem coesão nesta terça-feira (13). No Japão, o Nikkei cravou novo recorde diante das crescentes expectativas de convocação de uma possível eleição geral no país, um desdobramento que pode consolidar a posição política da primeira-ministra Sanae Takaichi.
O índice sul-coreano Kospi prolongou sua sequência de recordes para a oitava sessão.
Na volta do feriado de segunda-feira (12), o índice japonês Nikkei disparou 3,1% para 53.549,16 pontos, impulsionado pelos setores de eletrônicos, automotivo e financeiro. A Lasertec saltou 8,9% e a Advantest, 8,54%. Kawasaki Heavy Industries, Ibiden e Tokyo Electron também amealharam ganhos de mais de 8%.
A imprensa local japonesa especula que Takaichi pretende dissolver o parlamento na retomada das atividades em 23 de janeiro, o que abriria o caminho para uma eleição geral.
Uma vitória nas urnas permitiria ao governo Takaichi implementar uma política fiscal mais agressiva e maiores investimentos para o crescimento, bem como medidas de segurança mais ousadas, afirmou o Crédit Agricole.
O economista-chefe do Barclays para o Japão, Naohiko Baba, disse que as ações provavelmente continuarão subindo, impulsionadas pelos setores que poderiam se beneficiar de uma política fiscal mais agressiva, como defesa, energia, semicondutores e inteligência artificial.
Em Seul, o Kospi avançou 1,5%, fechando em 4.692,64 pontos. A Kumho Electric, empresa sul-coreana focada em sistemas de iluminação, saltou 29.9% e a CTR Mobility subiu 21%
Na China continental, o Xangai Composto caiu 0,64%, a 4.138,76 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto perdeu 1,4%, a 2.676,04 pontos.
Em outras partes da Ásia, o Hang Seng subiu 0,9% em Hong Kong, a 26.848,47 pontos. O Taiex subiu 0,5% em Taiwan, a 30.707,22 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana teve alta e o S&P/ASX 200 ganhou 0,56%, a 8.808,50 pontos.
