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Economia da China cresce 5% em 2025 e atinge meta de crescimento do governo

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Economia da China cresce 5% em 2025 e atinge meta de crescimento do governo

A economia da China cresceu 5% em 2025, alcançando a meta oficial estabelecida por Pequim para o período.

O resultado superou levemente a expectativa de analistas, que projetavam uma expansão de 4,9%, e repetiu o desempenho registrado em 2024, consolidando o ritmo de crescimento da segunda maior economia do mundo.

O avanço foi sustentado principalmente pelas exportações e pela indústria manufatureira, em um ano marcado pela resiliência do setor externo. Mesmo diante de tensões comerciais, os exportadores chineses ampliaram sua presença em mercados fora dos Estados Unidos, o que contribuiu para um superávit comercial recorde de quase US$ 1,2 trilhão em 2025.

Apesar do desempenho anual positivo, os dados mais recentes revelam perda de fôlego no fim do ano. No quarto trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,5% na comparação anual, desacelerando frente aos 4,8% registrados no trimestre anterior. O resultado ficou próximo da projeção do mercado, que estimava avanço de 4,4%, e marcou o crescimento trimestral mais fraco em três anos.

Na comparação trimestral, o PIB avançou 1,2% entre outubro e dezembro, acima da expectativa de 1,0%, mas ainda indicando um ritmo moderado de expansão. Analistas avaliam que a desaceleração no fim do ano sugere que a China deve iniciar 2026 com menor impulso econômico, sem sinais claros de retomada no curto prazo.

A fraqueza da demanda interna segue como um dos principais desafios. O consumo e os investimentos perderam força, pressionados por uma prolongada crise no setor imobiliário e por um ambiente de baixa confiança. Em 2025, o investimento em ativos fixos recuou 3,8%, a primeira queda anual desde o início da série histórica, em 1996. Já o investimento imobiliário despencou 17,2% no ano.

Indicadores de dezembro reforçam esse quadro desigual. A produção industrial cresceu 5,2% na comparação anual, acelerando em relação a novembro, mas as vendas no varejo avançaram apenas 0,9%, abaixo do esperado pelo mercado. O desempenho fraco do consumo evidencia as dificuldades para estimular a demanda doméstica.

Segundo o chefe do Departamento Nacional de Estatísticas, Kang Yi, o crescimento econômico de 2025 foi “conquistado com muito esforço”, em meio a desafios como oferta elevada e demanda insuficiente. Ainda assim, o enfraquecimento do mercado imobiliário e as pressões deflacionárias continuam pesando sobre a economia.

O cenário externo também traz incertezas para 2026. O aumento do protecionismo global e as políticas comerciais imprevisíveis dos Estados Unidos, incluindo ameaças de novas tarifas, elevam os riscos para a economia chinesa, que hoje depende fortemente da demanda externa.

Para sustentar o crescimento, o banco central da China iniciou recentemente cortes direcionados nas taxas de juros e sinalizou a possibilidade de novas reduções nas exigências de reservas bancárias. Em dezembro, líderes chineses reforçaram o compromisso com uma política fiscal “proativa” e indicaram que devem buscar novamente um crescimento em torno de 5% neste ano.

Pequim também prometeu ampliar significativamente a participação do consumo das famílias na economia ao longo dos próximos cinco anos. Atualmente, o gasto das famílias representa menos de 40% do PIB chinês, bem abaixo da média global, o que, segundo analistas, exige avanços na renda, no emprego e na rede de proteção social para reduzir a elevada poupança por precaução.

Apesar das dificuldades, o mercado reagiu de forma contida aos dados. O yuan se manteve estável após atingir o maior patamar em 32 meses antes da divulgação, enquanto o índice Shanghai Composite recuperou-se de perdas iniciais e fechou em alta.

O desempenho de 2025 confirma a capacidade de resistência da economia chinesa, mas também evidencia um crescimento desigual, com forte dependência do setor externo e desafios estruturais que devem continuar no centro do debate econômico em 2026.

(Com informações da Reuters)

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