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Europeus veem EUA do segundo governo Trump como ameaça, diz especialista

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Europeus veem EUA do segundo governo Trump como ameaça, diz especialista

As recentes declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Groenlândia geraram forte reação entre líderes europeus, que começam a enxergar os Estados Unidos sob seu segundo governo como uma ameaça aos valores ocidentais compartilhados historicamente, segundo análise da socióloga e analista política Gisele Agnelli, durante participação no WW desta quarta-feira (21).

Durante entrevista, a socióloga e analista política Gisele Agnelli destacou que os últimos dias foram marcados por uma “montanha russa de declarações” de Trump, alternando entre ameaças e recuos que impactaram inclusive o mercado financeiro mundial.

Após um período de tensão, Trump anunciou nas redes sociais um possível acordo relacionado à Groenlândia, sem revelar detalhes específicos.

Reação europeia às ameaças de Trump

Agnelli ressaltou a contundência dos discursos de líderes europeus em resposta às declarações de Trump.

“Agora os líderes, principalmente os líderes europeus, estão entendendo mais, expressando mais essa coisa de América sob Trump 2 virou uma ameaça”, afirmou a especialista.

Segundo a analista, os valores que historicamente ligavam os Estados Unidos à Europa, como a defesa da democracia liberal, dos direitos humanos e a aliança militar da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), estão se desfazendo.

“Os Estados Unidos estão virando muito parecido com o imperialismo russo do século XIX”, comparou, referindo-se às ambições territoriais de Trump em relação à Groenlândia e também ao Canadá.

Agnelli mencionou que as intenções de Trump em relação ao território da Groenlândia não são novas, lembrando que o ex-presidente já havia incluído no orçamento americano referências ao “Golden Dome”, sistema de proteção similar ao utilizado por Israel.

Para a especialista, isso sinaliza um governo com tendências expansionistas e bélicas, cujos objetivos em relação à Groenlândia permanecem claros, apesar da falta de detalhes sobre o suposto acordo anunciado.

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