Exército da Síria diz que expulsou curdos de bairro dominado em Aleppo

Dezenas de combatentes curdos deixaram Aleppo, a segunda maior cidade da Síria, neste sábado (10), segundo relatos de fontes de segurança à agência de notícias Reuters, e o Exército afirmou que ainda estava trabalhando para expulsar um grupo remanescente de combatentes radicais, após o cessar-fogo não ter conseguido pôr fim a dias de confrontos mortais.

A violência em Aleppo aprofundou uma das principais divisões na Síria, onde a promessa do presidente Ahmed al-Sharaa de unificar o país sob uma única liderança, após 14 anos de guerra, enfrenta resistência das forças curdas, que temem seu governo liderado por islamitas.

Os Estados Unidos e outras potências mundiais saudaram o cessar-fogo no início da semana, mas as forças curdas se recusaram a deixar o último reduto do xeque Maksoud, conforme o acordo. O Exército sírio afirmou que realizaria uma operação terrestre para expulsá-los e vasculhou o bairro neste sábado.

Repórteres da Reuters viram dezenas de homens, mulheres e crianças saindo a pé do bairro. Tropas sírias os colocaram em ônibus e disseram que seriam levados para abrigos para deslocados. Mais de 140 mil pessoas já foram deslocadas pelos combates nesta semana.

Mais tarde, os repórteres da Reuters viram as forças de segurança colocarem mais de 100 homens em trajes civis em ônibus.

Autoridades de segurança sírias no local os identificaram como membros das forças de segurança interna curdas, conhecidas como Asayish, e disseram que eles se renderam. O Asayish posteriormente negaram que qualquer um dos que deixaram Aleppo fosse combatente, afirmando que eram todos civis que haviam sido deslocados à força.

Acusações de violação

O enviado dos Estados Unidos, Tom Barrack, disse neste sábado (10) que se reuniu com Sharaa em Damasco e instou todas as partes a “exercerem a máxima contenção, cessarem imediatamente as hostilidades e retornarem ao diálogo”.

Ele afirmou que a equipe do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, estava pronta para mediar a situação.

Barrack havia dito anteriormente que um cessar-fogo consolidado resultaria na “retirada pacífica das FDS (Forças Democráticas da Síria) de Aleppo”, referindo-se à principal força curda.

Três fontes de segurança sírias disseram à Reuters que um grupo de combatentes curdos, incluindo alguns comandantes e suas famílias, foi secretamente transportado de Aleppo durante a noite para o nordeste do país.

Ilham Ahmad, chefe do departamento de relações exteriores da administração curda, havia saudado durante a noite um acordo para “redistribuir com segurança os combatentes de Sheikh Maksoud” para o leste da Síria.

Ela foi a única autoridade curda a reconhecer a saída deles de Aleppo como parte do acordo, e não houve nenhum anúncio público posterior sobre a retirada completa.

No sábado, combatentes curdos ainda estavam entrincheirados em um hospital em Sheikh Maksoud, segundo fontes de segurança.

As FDS afirmaram estar travando batalhas de rua contra as forças governamentais, acusando-as de bombardear indiscriminadamente a infraestrutura civil, incluindo o hospital, onde civis buscavam abrigo.

As fontes disseram que os ataques foram apoiados por drones turcos. Uma fonte de segurança turca negou o uso de drones e afirmou que a operação estava “praticamente concluída, não havendo necessidade” de apoio turco.

O Exército sírio negou ter realizado ataques indiscriminados e acusou os curdos de atacarem a prefeitura de Aleppo com um drone. As Forças Democráticas da Síria negaram a acusação.

Conflitos entre  governo sírio e os Curdos

A tomada de Sheikh Maksoud pelo Exército expulsaria as forças curdas de áreas de Aleppo que controlam desde o início da guerra na Síria, em 2011. As forças curdas ainda administram uma zona semiautônoma em grande parte do nordeste da Síria.

Eles resistiram aos esforços para se integrar ao novo governo da Síria, composto por ex-rebeldes que depuseram o antigo líder Bashar al-Assad em dezembro de 2024.

Com as negociações sobre a sua integração paralisadas, confrontos irromperam em Aleppo na terça-feira (6), matando pelo menos nove civis.

Os confrontos representam o mais recente episódio de violência sectária na Síria. Em 2025, mais de mil pessoas da minoria alauíta foram mortas por forças ligadas ao governo e centenas da minoria drusa foram mortas na província de Sweida, no sul do país, inclusive em execuções sumárias.

Os combates em Aleppo levaram ao fechamento de uma importante rodovia que liga a cidade à Turquia e de fábricas em sua zona industrial. A Autoridade Geral de Aviação Civil da Síria informou no sábado que o aeroporto internacional de Aleppo permanecerá fechado até novo aviso.

Grazi Massafera revela promessa para vencer pânico de decorar textos

Grazi Massafera revelou uma promessa feita há 20 anos para vencer o medo de decorar textos para novelas Fonte: Metrópoles

Relembre o terno de Julia Roberts que marcou o Globo de Ouro em 1990

Um único look no tapete vermelho pode transformar alguém em ícone de estilo? Se for um terno Giorgio Armani e você for Julia Roberts,...

CES 2026: robôs dominaram a maior feira de tecnologia do mundo

Robôs tomaram conta do salão na maior feira de tecnologia do ano: presenciei um robô humanoide imponente marchando, girando sua cabeça e acenando para...