O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) disse, em nota da defesa, que as investigações da operação Overclean, deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta terça-feira (13), “comprometem reputações e causam prejuízos políticos”.
O parlamentar foi alvo de uma nova fase da investigação que apura uma organização criminosa suspeita de desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.
“O parlamentar lamenta, entretanto, a morosidade de investigações dessa natureza, que comprometem reputações e causam prejuízos políticos, especialmente em ano eleitoral, motivo pelo qual defende que a apuração ocorra de forma célere e responsável”, diz trecho da nota.
O comunicado de Mendonça Júnior começou dizendo que ele foi alvo “com surpresa” da nova ação da PF. “Desde o início, Félix Mendonça Júnior tem colaborado integralmente com as investigações, inclusive por meio dos seus advogados, José Eduardo Rangel de Alckmin e Sebastian Borges de Albuquerque Mello, reafirmando sua confiança na Justiça”, disse.
A defesa do parlamentar ainda relembrou uma operação do ano passado “com a mesma finalidade”. “Passados mais de seis meses, sem que tenha sido encontrado qualquer elemento contra o deputado, a nova diligência causa estranhamento, especialmente diante da inexistência de fatos novos que justifiquem a medida”, afirmou.
A nota ainda afirma que Félix Mendonça Júnior “tem colaborado integralmente com as investigações” e nega qualquer envolvimento do parlamentar com o caso.
“O deputado reitera que jamais negociou a execução de emendas parlamentares, nunca indicou empresas e não exerce qualquer função de ordenador de despesas. O papel do parlamentar sempre se limitou à apresentação de emendas, com o objetivo de assegurar recursos federais aos municípios que representa na Bahia”, pontuou.
Autorizada pelo ministro Kássio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), a operação cumpre nove mandados de busca e apreensão. O STF também determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
Com mandados cumpridos na Bahia e no Distrito Federal, a investigação aponta que o deputado participou ativamente do esquema criminoso.
O deputado já havia sido alvo da quinta fase da operação, deflagrada em julho de 2025. Na época, sua assessoria divulgou uma nota negando as acusações de irregularidades no envio de emendas parlamentares.
Veja nota completa:
“O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT) foi alvo, com surpresa, de nova ação da Polícia Federal (PF), realizada nesta na manhã desta terça-feira (13), com o objetivo de novamente verificar a existência de supostas irregularidades relacionadas à destinação de emendas parlamentares.
Cabe lembrar que em junho de 2025 houve operação com essa mesma finalidade. Passados mais de seis meses, sem que tenha sido encontrado qualquer elemento contra o deputado, a nova diligência causa estranhamento, especialmente diante da inexistência de fatos novos que justifiquem a medida.
Desde o início, Félix Mendonça Júnior tem colaborado integralmente com as investigações, inclusive por meio dos seus advogados, José Eduardo Rangel de Alckmin e Sebastian Borges de Albuquerque Mello, reafirmando sua confiança na Justiça.
O parlamentar lamenta, entretanto, a morosidade de investigações dessa natureza, que comprometem reputações e causam prejuízos políticos, especialmente em ano eleitoral, motivo pelo qual defende que a apuração ocorra de forma célere e responsável.
O deputado reitera que jamais negociou a execução de emendas parlamentares, nunca indicou empresas e não exerce qualquer função de ordenador de despesas. O papel do parlamentar sempre se limitou à apresentação de emendas, com o objetivo de assegurar recursos federais aos municípios que representa na Bahia.
Em seu quarto mandato, Félix Mendonça Júnior sempre pautou sua atuação pela legalidade, transparência e respeito absoluto às instituições. O deputado segue à inteira disposição da Justiça, confiante de que, ao final das investigações, sua inocência será plenamente confirmada.”
*Com informações de Elijonas Maia, da CNN Brasil

