O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o governo federal após a PF (Polícia Federal) solicitar a abertura de investigação sobre seu perfil nas redes sociais. O parlamentar também afirmou que pretende encontrar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições e ensiná-lo a governar o país.
“Lula pode esperar que a gente vai se encontrar daqui a pouco nas eleições e eu vou te mostrar como é que se governa para todo mundo de verdade”, disse Flávio em vídeo publicado em seu perfil no Instagram.
A declaração ocorre após o Ministério da Justiça e Segurança Pública, então sob o comando de Ricardo Lewandowski, acatar um pedido da deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) para que a PF apure publicações do senador que associam Lula ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
“A pedido do ‘partido das trevas’, a Polícia Federal de Lula pode me investigar por uma postagem que eu fiz no meu Instagram, vinculando Lula ao ditador da Venezuela Nicolás Maduro”, afirmou o senador.
Flávio diz que não tratou com inverdades ao relembrar a amizade de décadas entre Lula e Nicolás Maduro, um relacionamento que acontece desde o ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
“Desde que voltou à Presidência, Lula fez questão de exaltar Maduro no cenário internacional. Chegou ao ponto de dizer que havia uma narrativa contra a Venezuela, como se a fome, a fuga de mais de 8 milhões de venezuelanos e a perseguição política fossem invenções da direita ou da imprensa”, afirmou.
O senador também citou o reconhecimento, por parte do Partido dos Trabalhadores, das eleições de 2024 na Venezuela, que levaram Nicolás Maduro ao poder.
“As eleições na Venezuela foram comprovadamente fraudadas. O que Lula faz? O seu partido reconhece a vitória de Nicolás Maduro. Apesar de tudo isso, Lula quer me processar por falar a verdade”, declarou.
Em 2024, o PT classificou a eleição venezuelana como uma “jornada pacífica, democrática e soberana”. O governo brasileiro, no entanto, não reconheceu oficialmente o resultado, e Lula afirmou que a crise no país vizinho deveria ser resolvida internamente pelos venezuelanos.
Os embates ocorrem em meio ao destaque de Flávio Bolsonaro em pesquisas eleitorais recentes, nas quais aparece como um dos principais nomes da oposição ao presidente Lula, liderando entre potenciais adversários do campo conservador.
