Menções ao Banco Central aumentaram 464% desde novembro, diz pesquisa

Um estudo realizado pela consultoria Timelens, especializada em monitoramento de redes sociais, revelou um aumento de 464% nas menções ao Banco Central entre novembro de 2023 e janeiro de 2024. O levantamento, produzido exclusivamente para o Hora H, mostra que esse crescimento é cinco vezes maior que as citações a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que aumentaram 42% no mesmo período.

Além do volume expressivo de menções, o estudo identificou uma mudança significativa na sentimentalização das citações ao Banco Central. Em novembro, 35% das referências ao BC tinham caráter negativo. Esse número saltou para 57% em dezembro e atingiu 82% nos primeiros dias de janeiro, representando um aumento de 47 pontos percentuais. Em contraste, as menções negativas a Daniel Vorcaro mantiveram-se relativamente estáveis: 62% em novembro, 68% em dezembro e 65% em janeiro.

Narrativas construídas nas redes sociais

A análise mapeou as narrativas propagadas por perfis nas redes sociais, muitos sem qualquer histórico de cobertura econômica. O Banco Master foi retratado como uma “instituição inovadora que incomoda os grandes bancos tradicionais”, em uma lógica de “Davi contra Golias”. Paralelamente, foram disseminadas postagens com ataques direcionados à diretoria do Banco Central, especialmente ao então diretor de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, que encerrou seu mandato em 31 de dezembro.

Segundo Renato Dolci, cientista político responsável pelo estudo, a estratégia por trás da disseminação desse conteúdo foi bem estruturada: “Vemos ataques muito direcionados à decisão do Banco Central, a diretores do Banco Central, memes, muita produção de conteúdo, divulgado principalmente por páginas que não são páginas de conteúdo político originalmente, páginas de fofoca, páginas ligadas às celebridades”.

O levantamento identificou que muitas das publicações foram feitas por influenciadores com milhões de seguidores – um deles com 20 milhões – o que permitiu amplo alcance das mensagens. “Existe uma pesquisa que mostra que 70% dos brasileiros presentes nas redes sociais seguem páginas de fofoca, então você consegue chegar num volume muito grande de pessoas”, explicou Dolci.

Entre as narrativas propagadas estavam alegações de “precipitação do Banco Central”, termo usado para criar uma noção de risco sistêmico, além de acusações de “perseguição pessoal” e críticas às ações reguladoras da instituição.

O estudo mostra que, enquanto em novembro as menções ao BC eram mais orgânicas e relacionadas a notícias da imprensa, posteriormente o assunto passou a ser dominado por uma narrativa anti-Banco Central, com conteúdo amplamente disseminado por perfis e influenciadores que normalmente não abordam temas do mercado financeiro.

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