A cantora Muni Long, 37, acusa seus ex-empresários de internação compulsória em uma clínica de saúde mental enquanto ela deveria, na verdade, estar sendo submetida a um tratamento para uma crise de lúpus.
Segundo a Billboard, a norte-americana fez as alegações em documentos anexados na terça-feira (6) à batalha judicial que ela move contra Chaka Zulu e Jeff Dixon, que fazia a gestão de sua carreira. Em outubro, a dupla processou a cantora de R&B afirmando que ela deixou de arcar com R$ 3,2 milhões em comissões atrasadas quando demitiu ambos.
No processo, Muni Long nega qualquer dívida com os ex-empresários e acusa a dupla de ter quebra o dever fiduciário, isto é, o compromisso de não se beneficiar às custas de outra pessoa, e por impor a ela sofrimento emocional intenso. Ela afirma que, em março de 2024, durante uma crise de lúpus, Zulu e Dixon a obrigaram a ficar cinco dias internada em uma clínica psiquiátrica na Flórida.
“Durante esse período, Hamilton [sobrenome verdadeiro de Muni Long] ficou isolada e sofreu dores excruciantes e angústia mental por ser forçada a permanecer em uma instituição psiquiátrica em vez de receber tratamento para seu lúpus”, diz o documento a que a Billboard teve acesso. “Como resultado de ter sido colocada na instituição errada, Hamilton não recebeu o atendimento médico adequado, o que teve um efeito negativo a longo prazo em sua saúde. Nem Zulu nem Dixon visitaram ou tentaram contatar Hamilton enquanto ela estava hospitalizada.”
Muni Long passou muito tempo atuando como compositora para outros artistas, como Rihanna, Ariana Grande, Selena Gomez e Pitbull, antes de explodir com sua carreira de cantora de R&B. Em 2021, ela fez sucesso com “Hrs and Hrs”, que lhe rendeu o Grammy de Melhor Performance de R&B. Em 2025, a artista ganhou seu segundo gramofone da mesma categoria com “Made For Me”. Ela tem, ao todo, quatro álbuns lançados.
